Visão Sistêmica

Visão Sistêmica: Como ela influencia no seu dia a dia? – Conceito fala sobre conseguir enxergar e compreender o todo por meio da análise das partes

O psicólogo americano, Howard Gardner, desenvolveu um modelo que defende a existência de sete tipos de inteligência: a da linguística, lógica, motora, espacial, musical, interpessoal e intrapessoal.

É o conjunto dessas inteligências que determinam a performance e, principalmente, o talento dos profissionais. Pessoas com elevada Inteligência lógica, por exemplo, são as que apresentam capacidade maior para lidar com números, padrões e sistemas; a espacial revela talento com o pensamento abstrato, com a criação, artes e afins; a interpessoal, demonstra facilidades para relacionamentos, presente em oradores, políticos e líderes religiosos, e assim por diante.

Entre os mais variados métodos, a física e filósofa, Danah Zohar, propôs o conceito da Inteligência Espiritual, definida como sendo a capacidade de pensar e executar as atividades de maneira mais abrangente, isto é, considerando sistemas, valores e o meio ambiente. Isso é ter visão sistêmica.

Visão Sistêmica

Pode-se definir Visão Sistêmica como uma capacidade que o profissional tem que o permite ver a empresa como um todo, e diante disso consegue identificar os processos, como funcionam, como os setores se integram, como é a produção e a entrega dos produtos ou serviços ao consumidor e ao mercado.

A professora da pós-graduação da IBE Conveniada FGV, Eline Rasera, explica que o conceito de visão sistêmica, aplicado à psicologia e administração de empresas – alinhado com o comportamento e gestão de pessoas respectivamente – tem como fundamento os mesmos princípios da Física Quântica. De acordo com a autora Stella Freitas, o modelo não invalida o sistema mecanicista, mas vai além: considera a realidade no nível subatômico onde fazemos parte do que observamos, de como somos influenciados e como influenciamos. “É o pensar e agir de maneira Sistêmica, considerando o todo e a todos. A frase de Eldridge Cleaver ilustra bem isso: ‘se você não é parte da solução, então é parte do problema”, completa.

A professora ainda ressalta que profissionais que possuem essa capacidade, apresentam uma competência que o diferencia dos demais, uma vez que esse conceito precisa ser apreendido e desenvolvido. “Certamente suas decisões apresentarão uma margem de acertos muito maior; uma vez que a análise considera o todo, os impactos negativos serão bastante reduzidos”.

No entanto, para se ter alta performance, várias competências são necessárias –  as técnicas e as comportamentais. Em geral não temos todas desenvolvidas a contento, mas podemos desenvolvê-las se estivermos dispostos a identificá-las e aperfeiçoá-las ou modificá-las. “Exemplo de um gestor que não apresenta facilidade de comunicação e pode comprometer a empatia – requisito fundamental para relacionamentos com a equipe. Se tiver o genuíno desejo de se aperfeiçoar, isso é perfeitamente possível. Acredito que o mundo corporativo não tenha mais espaço para profissionais que não se interessam por esses conceitos”, completa.

Eline Rasera

Eline Rasera, psicóloga, coach e professora do curso de Pós-graduação em Administração de Empresas da IBE Conveniada FGV

REMOVER TODOS
COMPARE
0