Transformação Digital: por que algumas empresas sumiram do mapa?

transformação digital

Agilidade nos processos, oportunidades de ampliar o relacionamento com o cliente, além de capturar dados e analisar os gostos e frequência de compras, são alguns dos pontos positivos proporcionados pela era da transformação digital nas empresas. Nesse processo, as instituições fazem do uso da tecnologia, um aliado para melhorar o desempenho, aumentar o alcance e garantir melhores resultados.

Além das mudanças “visuais” feitas nos processos externos dessa transformação, como atualização do site institucional, e-commerce bem elaborado e eficiente, incluindo o bom e adequado gerenciamento das redes sociais, a transformação digital gera uma mudança interna/estrutural nas organizações, sendo essa parte um papel essencial para o avanço da marca e manutenção do uso das novas tecnologia aplicadas.

70% das organizações falham

Pesquisas da McKinsey, firma global de consultoria de gestão, mostram que 70% das transformações organizacionais falham de maneira recorrente. Segundo os dados, no ano passado a expectativa de vida de uma empresa era de apenas 15 anos. Essa triste estatística chega a impactar até mesmo as gigantes de tecnologia Twitter e Facebook.
Segundo a consultoria, a principal razão do fracasso é o comportamento dos colaboradores na organização, desde os mais altos cargos e gerência, estendendo-se a todos os outros funcionários. Outro detalhe é que a toda transformação se trata de um processo de transição longo e complexo podendo, inicialmente, impactar negativamente nas metas e resultados de todo o time antes de ser totalmente efetivado
Ainda segundo a pesquisa, em geral, as empresas que fazem transformações de sucesso têm EBITDA* 4,5 vezes maior que a média.

*O acrônimo EBITDA significa Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, que é a tradução da expressão em inglês Earnings before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization.

Empresas que sumiram do mapa

Atualmente, é perceptível e muito grande o número de organizações que começaram a aplicar os conceitos de tecnologia para obter um diferencial estratégico em busca de ganhar vantagem em relação aos concorrentes. Infelizmente, algumas marcas não conseguiram se adequar muito bem a esse conceito e acabaram “sumindo do mapa”. Veja 4 exemplos.

1- BlackBerry

Em meados de 2000, BlackBerry era ícone do que o novo milênio prometia trazer ao mundo em tecnologia. “Cult”, “quase perfeito” e “sofisticado” eram alguns dos adjetivos que transbordavam das variadas reportagens de revistas como The Economist, Fortune e Business Week ao referirem-se ao supertelefone da época.

Milionários faziam questão de serem fotografados com um BlackBerry na mão. Símbolo de status, sucesso profissional e modernidade, o pai dos smartphones se manteve gerando frutos até o início dos anos 2010, quando a popularização dos aparelhos Android dizimou o BlackBerry com a mesma violência com que um tsunami é capaz de atingir uma ilha desabitada na Polinésia.

Um famoso estudo conduzido pelo Business Insider, em 2013, mostrou que a incapacidade da empresa em adaptar-se à chegada de aparelhos mais modernos explica o vertiginoso declínio do BlackBerry no mercado. Atualmente, lutando para não entrar na lista das empresas que morreram por não entender as transformações sociais, a BlackBerry dedica-se ao mercado de softwares.

2- Aiwa

Até metade dos anos 90, Cougar e Aiwa disputavam ferozmente a preferência do jovem no segmento de equipamentos de áudios, com destaque aos seus walkmans, micro e mini systems. Atualmente, pouco se sabe sobre as duas marcas, que foram totalmente devastadas do mercado com o desenvolvimento dos smartphones, do 4G e, por consequência, dos apps de música digital.
Ao digitar esses dois nomes no Google, você os encontrará em alguma lista das empresas que morreram por força da tempestade que as tecnologias baseadas em SaaS (Software como Serviço) impuseram ao setor.

3- Xerox

No Brasil, o nome da empresa norte-americana Xerox se tornou sinônimo de cópia. O mais interessante é que a empresa não se restringia às impressoras e multifuncionais.  A companhia tinha um laboratório fértil em lançamentos, trabalhando com interface gráfica, Ethernet, periféricos, computadores, etc. O próprio Steve Jobs buscou inspiração nas invenções da Xerox para projetar alguns dos equipamentos da Apple.
O grande problema é que a empresa famosa por suas copiadoras não sabia como gerir suas inovações. E o resultado foi desastroso: em 2012, o lucro líquido da Xerox já havia caído 8%; no ano seguinte, mais resultados negativos, com destaque para a retração no lucro na faixa dos 3%.
Mais adiante, em 2015, as ações da empresa perderam mais de 1/4 de seu valor e, em 2016, apenas o mês de janeiro já foi suficiente para que fosse registrada perda de mais 13% no valor dos ativos. Embora não tenha declarado falência oficialmente, a Xerox já pode ser considerada uma das mais importantes empresas que morreram pela falta de visão e atenção para as mudanças.

4- Vasp/Varig

Durante décadas, a Vasp e a Varig foram ícones na aviação comercial brasileira, juntamente com a Transbrasil, outra empresa do setor que foi varrida do mapa com a chegada de novos concorrentes, dotados de mais tecnologia e maior controle de custos (especialmente após a desregulamentação do segmento, a partir dos anos 90).
O acúmulo de dívidas trabalhistas e fiscais ajudou a afundar essas corporações, mas foi, de fato, a incapacidade de adaptar-se a um novo cenário e às novas tecnologias que ajudaram a sacramentar o fim dessas duas companhias aéreas fundamentais na história da aviação nacional.

Geração Z

Composta por pessoas que nasceram a partir de 1994, a geração Z é considerada a era dos nativos digitais. De acordo com a Fast Company, esse ano a geração representará 40% de todos os consumidores. Cercados pelos dispositivos digitais, esse consumidores cobrarão as mudanças digitais das empresas. É preciso pensar na constante mudança do seu cliente para entender a importância da transformação digital.

Faça a diferença

Em comum, as empresas que morreram por falta de inovação e incapacidade de adaptação, uma característica comum é a desatualização com as novidades do mercado. Para que a sua empresa não siga os mesmos passos das organizações que sumiram do mapa, atente-se as mudanças e adeque a sua equipe para lidar com esse exigente público e com as novas tecnologias.
Lembre-se que a sua marca está encarregada de fornecer a tecnologia, espaço de trabalho digital adequado, melhorando a experiência dos funcionários, com o objetivo de atender suas diferentes expectativas e preferências dos seus clientes que praticamente nasceram com a tecnologia na palma da mão.

 

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