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Com essa fusão… qual a nossa situação?!

Essa semana o noticiário pegou muita gente de surpresa em pleno feriado, quando a multinacional Coty anunciou que havia comprado a divisão de cosméticos da brasileira Hypermarcas. Uma boa notícia para movimentar um pouco o mercado nacional, mas também motivo de preocupação por parte de quem foi “vendido”. Afinal, qual será meu futuro dentro da empresa? Sem dúvidas, esse é o questionamento que invade a mente da maioria das pessoas em um processo de fusão ou aquisição.

A preocupação é válida, mas não deve dominar as emoções completamente. As empresas avançaram muito em termos de gestão e avaliação de desempenho de seus funcionários e têm tomado decisões sobre pessoas com base em dados reais. Claro, há exceções, em que aquele que decide quem sai e quem fica utilize meios menos ortodoxos de seleção. Mas via de regra, os resultados alcançados pelo colaborador e seu potencial de contribuição para os negócios da companhia são os primeiros critérios utilizados em situações de reestruturação.

O grande equívoco é querer mostrar serviço somente em momentos como este. É preciso ter em mente que o tempo todo somos avaliados e observados. Sua reputação profissional (como já falamos nesse blog) é construída no longo prazo, não de um dia para o outro. Correr atrás do prejuízo, evidencia despreparo e imaturidade. O profissional que sai fortalecido em processos de reestruturação conquistou a confiança do empregador muito tempo antes. Mais uma vez, vale destacar: é possível que mesmo com esse perfil, algumas pessoas sejam desligadas. Depende muito de cada caso.

Processos de compra, venda e fusões entre empresas são comuns, fazem parte da dinâmica do mercado e todos estamos sujeitos a passar por isso um dia. Prepara-se, não para quando esse dia chegar, mas para ser um profissional valioso a todo momento.

Fonte: Exame

Autor: Fernando Mantovani é managing director da Robert Half.

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