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Tecnologia, inovação e geração de valor.
Vieira Junior
A utilização da tecnologia como ferramenta estratégica para a sobrevivência dos negócios é algo que tem se tornado cada vez mais comum desde o final da década de 1990, quando algumas instituições começaram a investir em páginas na internet para as suas marcas. O fato é que a movimentação não aconteceu por acaso e tem muito a ver com a grande mudança de comportamento ocorrida com os consumidores.
Há algumas décadas, garantir vendas era oferecer bons preços e qualidade nos produtos. As empresas se esforçavam para fazer isso e, na maioria das vezes, conseguiam, sob pena de perder negócios caso isso não acontecesse. A tarefa era proporcionalmente mais simples, tendo em vista que a preocupação era divida em um ou dois focos. Se o cliente queria qualidade e bom preço, bastava então garantir bons fornecedores e negociações. Assim, os clientes iriam se fidelizar e a sobrevivência do negócio estaria garantida.
Contudo, com a chegada da economia globalizada e o acesso a novas informações e tecnologias, o mundo mudou e os negócios, como também os consumidores, entraram nessa onda. Atualmente, os clientes demandam muito mais do que qualidade e preço baixo, querem também se sentir únicos dentro de um negócio, serem bem atendidos e ouvidos a todo instante. Os compradores demandam praticidade e soluções de média dificuldade sem sair de casa para aproveitar melhor a família e os amigos. Filas? Nem pensar! As contas são pagas pela internet e tudo que toma tempo é feito pela tela do computador. O empresário que consegue perceber e pratica essas iniciativas entrega mais que simples produtos aos seus clientes, gera valor à sua marca e ao seu negócio.
Segundo pesquisa feita pela E-bit, o novo consumidor movimenta cerca de R$ 760 bilhões por ano, representa 90% da população, 76% do consumo e 69% dos cartões de credito. Além disso, 86% é formado por internautas. O levantamento ainda revela que o cliente do século XXI busca inclusão, pertencimento, vantagens e razões concretas, além de ser fiel, mais solidário, ter orgulho do desconto e prazer em oferecer.
Com maior poder, o consumidor tende a ficar ainda mais exigente. Será possível? Sim. Alguns chamam isso de “infantilização”, mas o fato é que se o negócio não fizer o que o comprador quer, outro fará. De acordo com o estudo, os consumidores vão desejar, gradativamente, melhores produtos, governos e qualidade de vida, além de estar disposto a pagar mais, desde que o produto ou serviço valha a pena.
Uma das conclusões principais de outro levantamento feito também pela E-bit no final de 2013 é de que houve uma mudança na percepção do brasileiro. O bom atendimento agora é um quesito básico e não mais diferencial. Este cenário apresenta um mar de desafios para as organizações em busca da competitividade e de diferenciais para a sobrevivência de seus negócios. A teoria das Cinco Forças, de Michael Porter, estudada religiosamente nos cursos de administração, nunca esteve tão presente no dia a dia dos negócios. O poder de negociação dos clientes acirra a rivalidade entre os concorrentes, que devem buscar a excelência de seus produtos através de bons fornecedores e inovação, impedindo, assim, que nossos produtos e negócios surjam para e afoguem as suas atividades. De todas essas características “vitais” a um negócio, destaco a inovação. O diferente deverá ditar a sobrevivência dos negócios e a presença de clientes nos próximos anos em qualquer ramo de atividade, sendo que a internet é um dos campos mais férteis para que as ideias se proliferem, cresçam, e ganhem o mundo, embora não seja o único.
Vieira Junior, jornalista, pós-graduando em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (IBE Conveniada FGV)
Fonte: Panorama de Negócios
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