Sociedade Permissiva – Eline Rasera

SOCIEDADE PERMISSIVA
 Eline Rasera
Um sentimento de exaustão e de impotência  acomete a todos  no dia a dia quando lemos  jornais, assistimos TV e outros meios de comunicação sobre a corrupção em nosso país. Mas por que somos uma sociedade tão permissiva? Por que somos tolerantes com o que nos fere e nos lesa?
Evidentemente não proponho uma resposta  suficiente para solucionar o problema, no entanto,  uma reflexão sobre o assunto, pode dar sentido e promover algumas mudanças.
Talvez o início desse comportamento tenha sido no descobrimento do Brasil. Encontraram nosso povo (índios), escravizaram e levaram daqui nosso ouro, pedras preciosas e outras riquezas. E ainda levam nossos bens. Continuamos sendo “subtraídos”. Nos acostumamos com essa condição? Nossa auto estima é assim tão pequena?
Hoje sabemos pela neurociência que nosso padrão mental é construído.  Isto significa que crenças, conhecimentos, informações  do nosso cérebro, são transmitidos de geração para geração,  aprendidos e experimentados. Então como podemos mudar e propor um conteúdo  que nos ajude a alterar nossa maneira de viver? Como podemos ter melhor qualidade de vida, exigir o que é nosso direito e não aceitar o que não nos convém?
Além dessa condição de  permissividade , temos também os que aproveitam a situação para barganhar e ganhar alguma coisa com isso.
Como os índios, um colar e um perfume por uma pedra preciosa.
Como um cidadão, uma camiseta, um tênis por um voto.
Estamos mais do que consumidos pela lesão e pela dor emocional. A impotência nos fere, causa desesperança e fracasso.
Podemos mudar e, agora! As manifestações, embora legítimas ainda não são suficientes, assim como, formas violentas de transformação não podem ser aceitas pela humanidade.
Podemos começar com as crianças, transmitindo conhecimentos e informações que elevam a auto estima, o respeito  aos semelhantes , aos seres vivos e ao planeta.
Me perdoe Mario Sergio Cortella, profissional que admiro, um mestre. Mas quando falamos de Brasil, os pais são responsáveis pela educação de seus filhos, mas a escola deve sim participar dessa Educação também. Não somente conteúdos técnicos, mas a de cunho filosófico, sustentável, artístico e que contribua com o amor próprio. Muitos não recebem isso em seus lares. E em se tratando do nosso país, o número é elevadíssimo.
A partir de novos conceitos transmitidos para uma criança, teremos novos padrões mentais, e dessa forma, estamos de fato alterando comportamentos de impacto numa sociedade.
Basta observarmos os países mais desenvolvidos. As crianças são educadas de outra maneira, ou seja, investe-se muito em pedagogia, professores, escolas, brinquedos, livros e demais recursos que são ótimas fontes de apoio para o desenvolvimento dos pequenos.
E com certeza podemos contar com uma sociedade e políticos (por que não?) de boa vontade.
Cada um de nós que, mesmo  indignados com tudo isso, não precisamos ser impotentes, mas podemos e devemos mesmo com pequenas ações, desenvolver e alterar o cenário.
Ou continuar autorizando e extravio de “nossas pedras preciosas”!

 

Eline Rasera, psicóloga, coach e professora do curso de Pós-graduação em Administração de Empresas da IBE Conveniada FGV.
Fonte: http://www.panoramadenegocios.com.br/2014/08/coluna-da-professora-e-psicologa-eline_9.html

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