Produtivo

Setores de beleza e alimentação continuam em alta – O ano de 2016 foi marcado pela crise, recessão e queda na renda de muitos setores, entre eles os automotivo. Em contrapartida, há nichos de mercado que conseguiram crescer, usando até a instabilidade econômica como incentivador. Especialistas afirmam que os setores de reparos, bem estar, melhor idade, pets e alimentação devem continuar em expansão.

Entre os anos de 2015 e 2016, o número de Microempreendedores Individuais (MEIs) de Jundiaí, aumentou de 1.477 para 1.792 cadastros, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de Jundiaí. Para o professor de Gestão Financeira da IBE Conveniada FGV e consultor de negócios Alcidney Sentalin, parte desse crescimento se deve à abertura de inscrições de pessoas desempregadas que resolveram empreender em setores com chances de crescimento.

“Com a pouca disponibilidade de dinheiro no mercado, as pessoas estão deixando de trocar de produtos quando esses quebram. Oficina de reparo de carros e eletrodomésticos, por exemplo, são setores que estão em crescimento. As pessoas deixaram de trocar de carro, por isso demandam consertos”, comenta.

Outro setor que deve permanecer em alta é o de bem-estar que engloba academias, beleza e alimentação saudável. O setor de animais de estimação deve permanecer em alta, assim como atendimento a idosos – já que a tendência é de envelhecimento da população -, alimentação fora do lar, mercado digital e sustentabilidade.

“Iniciativas que usem a criatividade, mesmo que em setores aparentemente saturados, como a alimentação, são interessantes desde que tenham qualidade e baixo custo. É preciso adequar o produto com um serviço diversificado”, comenta o especialista.

As franquias e microfranquias são formas menos arriscadas de investimento segundo Sentalin, já que para abrir uma unidade é necessário levantamento de dados que mitiga os riscos, mas em contrapartida exige um investimento maior.

De acordo com o especialista, não é possível estimar os custos para abrir um negócio, já que o investimento depende da modalidade escolhida e do setor. Uma oficina mecânica exigirá maior valor que um salão de cabeleireiro, por exemplo.

A microempreendedora Roberta de Mattos, 46 anos, abriu seu banho e tosa na garagem de casa há pouco mais de um ano. “Tivemos crescimento de 10% no movimento no anos passado. Mesmo na crise, as pessoas não deixam de cuidar do seu animal de estimação. Esperamos que o movimento aumente ainda mais”, detalha a mulher, que agora, passará a ter a ajuda do marido, Hilio Roberto Baldon, 47 anos.

Desempregado desde meados do ano passado, fez curso para tosador e pretende ingressar no mercado. “Antes mesmo de a empresa me demitir já estava me preparando. É uma tendência, já que o mercado não está incorporando a mão de obra desempregada”, detalha.

Fonte: jj.com.br

REMOVER TODOS
COMPARE
0