Setores Que Já Apresentaram Maior Impacto Negativo Durante A Pandemia

Por conta do fechamento das lojas físicas com serviços considerados não essenciais, desde as primeiras semanas de isolamento social no Brasil, o e-commerce tem se destacado por conta dos resultados positivos e do crescimento do volume de vendas.

De acordo com o Compre&Confie, apenas em abril, o e-commerce brasileiro faturou R$ 9,4 bilhões, o que representa um aumento de 81% em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda de acordo com a companhia, o número de pedidos pela internet foi 98% maior em relação a abril de 2019, com 24,5 milhões de compras feitas no ambiente online.

Mas, em contrapartida, alguns setores têm sentido forte impacto negativo em suas vendas, em suas ações e nas perspectivas de recuperação para o pós-pandemia como, por exemplo, o setor de vestuário, que aparece como um dos mais penalizados durante a pandemia em diferentes métricas avaliadas, incluindo queda nas vendas via Cielo, piora nas margens, demanda menos aquecida e dificuldades para repassar preços.

Para esse setor, os dados da pesquisa mensal de comércio do IBGE indicam piores vendas no setor de tecidos, vestuário e calçados entre as categorias pesquisadas. Na fase inicial da quarentena, o volume de vendas chegou a recuar 90% em relação ao mês de fevereiro.

O Estadão divulgou o research da Ágora Investimentos, empresa que elaborou um estudo sobre como os diferentes setores e como eles estão se comportando durante o período da pandemia, em relação ao repasse de preços, demanda por produtos e margem, a partir de estudos e pesquisas internas. A seguir, confira outros 4 setores impactados pela pandemia, de acordo com os dados apurados pela empresa até o mês de abril:

 

Combustíveis

O isolamento social causou uma grande queda nos volumes das distribuidoras de combustíveis, com visível impacto nos dados mensais da indústria e nos balanços da Ultrapar, especialmente na divisão de combustíveis Ipiranga, que representa cerca de 75% do resultado operacional consolidado do grupo, e da BR Distribuidora, com forte impacto no seu segmento de aviação.

Em março, de acordo com a Associação Brasileira de Distribuidores de Combustível (Sindicom), as vendas de forma consolidada (diesel + gasolina + etanol) dos postos de marca por dia útil (padronizadas) caíram acentuadamente 10% em base anual, com quedas de 22,7% do etanol e 17,6% na gasolina. No mesmo período, as vendas de diesel caíram 1,7%.

Em participação de mercado, os postos “bandeiras brancas” aumentaram sua participação de mercado em 1,25%, representando 38% do total de vendas de combustíveis no país.

 

Construção Civil

Até o início do anos, as projeções para esse setor eram altamente positivas, mas com a pandemia e medidas de isolamento social, 88% das obras se mantiveram em andamento com medidas de proteção estabelecidas para ampliação de distanciamento entre operários. Porém, a parte de lançamentos de novos imóveis foi interrompida. Dados setoriais indicam que 79% das construtoras pretendem adiar os próximos lançamentos.

 

Aviação

Globalmente, o setor de companhias aéreas foi um dos mais impactados. Para se recuperar dos impactos da COVID-19, a GOL e a Azul negociaram cortes salariais de 25% a 50%, que reduziram os custos com mão-de-obra em 50%, levando em consideração a remuneração variável. As companhias também adiaram capex (investimentos) não essenciais; renegociaram contratos de leasing de aeronaves e estão em negociação sobre uma nova linha de crédito com o BNDES.

Em abril de 2020, a Embraer reduziu a atividade de frota de 16.000 jatos de passageiros ou 2/3 da frota global de aeronaves. Esse cenário, combinado com a recuperação lenta do tráfego aéreo esperada, forçará as companhias aéreas a adiar as entregas de aeronaves para 2020 e 2021, implicando em novos pedidos de aeronaves com os fabricantes devido a excesso de aeronaves no mercado secundário, e os baixos preços do petróleo reduzem a necessidade de comprar uma nova aeronave com baixo consumo de combustível.

 

Telecomunicações

Observado principalmente no segmento pré-pago, especialmente considerando que cerca de 60% das recargas ocorrem em locais físicos, no mês de abril, as adições pós-pagas migraram para o terreno negativo devido à covid-19.

A Vivo reportou 19 mil desconexões pós-pagas, o que foi o melhor resultado entre as empresas de telecomunicações, melhorando a partir de março (-60 mil) e positivo considerando o ambiente desafiador. Enquanto isso, em segundo lugar em participação de mercado (ligada à categoria “outros”), a Oi registrou 51 mil desconexões líquidas em abril.

Claro e TIM ficaram atrás com desconexões líquidas de 160 mil. Apesar dos fracos resultados da Claro, as adições líquidas permaneceram positivas no acumulado do ano, o que não foi o caso da TIM.

 

Referências: Pagar.me e Einvestidor

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