Inovação
Riscos e fracassos fazem parte da Inovação
Por: Clara López Toledo Corrêa

Engana-se quem pensa que para inovar são necessárias soluções complexas e nunca falhar. Para pesquisadores de Harvard falhar é tão importante quanto inovar. E, ainda, que as soluções geniais são geralmente aquelas mais simples e consideradas baratas do que os métodos e soluções que falharam antes. Assim, inovar sem despender de muito dinheiro é uma ideia que salta aos olhos do mundo todo – e dos brasileiros. Mas, qual seria o motivo do mundo e suas partes reagirem de forma diferente à inovação e suas falhas?

No Brasil podemos observar que a maior parte das inovações tem seu nascimento em empresas grandes ou de universidades públicas, como por exemplo, a Unicamp. Assim, pequenas e médias empresas que representam 99% das empresas do Brasil não fazem parte do cenário da inovação, pois para elas, errar para inovar pode significar a morte prematura – como ocorre com mais de 50% das empresas instaladas nas “incubadoras”. O que não se aplica aos Estados Unidos, onde o número de pequenas empresas é bem parecido com o Brasil (99,7%), o ônus da inovação não os afeta como no caso do Brasil. Assim, as pequenas empresas possuem quase 17 vezes mais patentes do que empregados de grandes empresas no Brasil. Deste modo, essas inovações e suas falhas refletem PIBs diferentes. No Brasil a inovação representa 20% do PIB e nos Estados Unidos esse número chega a ultrapassar a metade.

Assim, inovar e falhar possuem significados diferentes para nações, cultura, governos e educações diferentes. Para o brasileiro, falhar pode significar a falência (como ocorre com 50% das empresas em incubadoras nos dois primeiros anos), o tolhimento de verbas para as universidades, o gasto dos estudantes para consertar um equipamento.

Clara Toledo Corrêa (Credito: Divulgação)

Portanto, para nós brasileiros inovar não é apenas uma questão de cultura e educação, mas de amparo que não vem da lei e do próprio governo.

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