Na hora de estabelecer relações profissionais, é no contato presencial que se verifica se há confiança, base que permite aprofundar o relacionamento. Porém, algumas pessoas preferem o meio virtual, devido à timidez, e estabelecem a primeira conexão pelo LinkedIn, rede onde é possível ver o histórico da pessoa e onde ela trabalhou.

Embora a porcentagem dos que fazem networking virtual já supere a dos adeptos do networking presencial (83% ante 72%), segundo pesquisa realizada pela empresa de recrutamento Robert Half, os entrevistados, em sua maior parte (80%), não costumam recomendar pessoas que conhecem apenas virtualmente, e entre junho e agosto, um universo de 651 respondentes indica ainda que 19% dos executivos abandonaram o networking presencial depois que aderiram ao virtual, enquanto 81% passaram a conciliar as duas modalidades. Essa prática adotada pela maioria é a mais recomendada por consultores e especialistas no assunto.

Marina Heck, coordenadora de cursos de especialização na FGV, aposta nessa direção para constituir e fortalecer laços. “O melhor é que o virtual venha depois, para alimentar a relação”. Ela, por exemplo, relata que dificilmente aceita no LinkedIn quem não tenha conhecido pessoalmente. “É de bom tom esse solicitante mandar uma mensagem, fazer uma introdução”, sugere a coordenadora.

Quem está recrutando, por sua vez, sempre tende a dar prioridade no processo para quem foi indicado por uma pessoa de sua confiança – o que reforça novamente a necessidade do encontro presencial.

Fonte: Blog FGV

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