RAC: Choque entre gerações pode prejudicar empresas e funcionários

VIDA PROFISSIONAL

Choque entre gerações pode prejudicar empresas e funcionários

Dentre os desafios enfrentados pelas empresas, está a necessidade de identificar, motivar e reter os bons profissionais em um mundo repleto de opções

27/02/2014 | – Atualizado em 23/04/2014 – 21h35

Foto: Divulgação

Choque entre gerações

Choque entre gerações
Há pouco tempo, os cargos públicos e estáveis eram os mais cobiçados entre as gerações. Concursados ou profissionais que se aposentaram na mesma empresa em que ingressaram no mercado de trabalho eram vistos como responsáveis e no caso dos homens, bom partido para casar. Ao longo dos anos as gerações seguintes passaram por processos transformadores alavancados, principalmente, pela chegada da internet e o rápido acesso à informação. A estabilidade e os ganhos financeiros deram lugar a outros anseios como, realização profissional, índice de felicidade, bem estar e até a busca de novos desafios.
O que acontece, hoje, é que o mercado de trabalho tem vivido o encontro dessas gerações. “Nunca se viu gerações tão diferentes ocupando os mesmos espaços empresariais. Ao mesmo tempo que é incrível, pode gerar conflitos e o lider tem que ter um bom preparo para entender e administrar” , diz a especialista em desenvolvimento organizacional da IBE Conveniada FGV, Rita Ritz.
Dentre os desafios enfrentados pelas empresas, está a necessidade de identificar, motivar e reter os bons profissionais em um mundo repleto de opções, possibilidades e diferenças. As gerações X, Y e, mais recentemente, a Z, têm imposto uma nova relação com os empregadores, que passaram a ter que se preocupar não apenas com a produção do seu produto, mas também com os anseios e interesses de cada profissional de acordo com a sua geração. “A maior parte das pessoas já sofreu com adventos em relação à diferença de gerações. Muitas organizações têm perdido profissionais preciosos por problemas que poderiam ser resolvidos com simples ajustes”, aponta.
São conflitos de filosofias, pensamentos e interesses separados por apenas 10 anos e as siglas X, Y e Z. Embora pareça curto em questão de tempo, pode ser gritante, especialmente, em comportamento. Segundo o mercado, a geração X é composta por pessoas nascidas nos anos 60 e 70. Eles vivenciaram no Brasil acontecimentos como as Diretas Já e o fim da ditadura. A geração Y são os nascidos na década de 80, presenciaram os maiores avanços na tecnologia e apresentam características como capacidade em fazer várias coisas ao mesmo tempo, como ouvir música, navegar na internet, ler os e-mails, entre várias outras que, em tese, não atrapalham os seus afazeres profissionais. Essa geração também apresenta um desejo constante por novas experiências, o que no trabalho resulta em querer uma ascensão rápida, que a promova de cargos em períodos relativamente curtos e de maneira contínua. Já os nascidos a partir da década de 90 formam a geração Z e apresentam um perfil mais imediatista, o que denota certa impaciência com as dificuldades das outras gerações. “O importante é que todos entendam a necessidade de manter a mente aberta para entender e aceitar o outro”, destaca Ritz.
Para Clóvis Delboni, Gerente Executivo da Associação Comercial e Industrial de Rio Claro, o problema existe quando não há interesse das gerações mais antigas em manter-se atualizada e a impaciência dos mais jovens em respeitar os processos. “Também tem a questão do timming. Tudo acontece numa velocidade muito maior do que antes e várias coisas ao mesmo tempo, é preciso ter a organização da geração X e a velocidade da geração Y”, diz Delboni. Para a fotógrafa Angela Amaral, 47 anos, o choque de gerações é uma realidade que ela sofre constantemente. “Me sinto jovem, mas algumas atitudes me incomodam, como a dificuldade que os mais novos têm em ouvir o que estamos dizendo, aceitar regras, respeitar hierarquias, fazer as tarefas com zelo, ao menos o zelo que eu acho que é necessário”, diz ela.
Para manter uma equipe com tantas diferenças sem prejudicar o desenvolvimento do trabalho, é preciso que todos os escalões da empresa se prepararem, com investimentos em palestras para os funcionários antigos e treinamentos para os recém-contratados. “A mescla de gerações, apesar de conturbada, será muito positiva em um futuro bem próximo. É preciso que as empresas encarem essa mudança e atualizem seus negócios, criando novas formas de liderança e motivação, mas caso decidam manter-se conservadoras frente às alterações ocorridas nos últimos anos e lutar contra a maré, poderá morrer na praia”, alerta.
A comunicação é, ainda, a grande receita para solucionar os conflitos. “É preciso conversa e disposição para aprender de maneira compartilhada. Rotular prejudica em todas as áreas, inclusive, na produtividade. É importante não deixar a idade impactar, antes, ela deve acrescentar”, enaltece Rita Ritz.
Fonte: http://www.rac.com.br/_conteudo/2014/04/especiais/educacao/170511-choque-entre-geracoes-pode-prejudicar-empresas-e-funcionarios.html

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