Qualidade de vida até mesmo na crise

Qualidade de vida na crise – No quinto mês de gestação de gêmeos, a gerente operacional de emergência da Comgás, Melissa Bertollo, desfruta de diversos programas voltados à qualidade de vida oferecidos pela empresa, incluindo academia no local de trabalho, onde tem orientação de profissional especializado.

A futura mamãe mudou seus hábitos em 2006, quando entrou na empresa. ‘Não praticava atividade física e nem me preocupava em ter alimentação saudável. Logo após ser contratada, passei a participar do programa Corrida de Aventura e a cuidar da alimentação. Antes da gestação, liderava equipes de maratonas realizadas pela Comgás.”

Gerente de Medicina do Trabalho da mesma companhia, Rogério Borges Azevedo conta que a empresa tem perto de mil funcionários e mais de dez programas voltados à saúde física, mental e emocional. “Enquanto nas demais empresas o índice de afastamento por doença fica perto de 3%, o nosso é de 1%.” Segundo ele, mesmo durante a crise a organização não mexeu nos valores destinados aos programas de promoção da saúde. “Para expandir alguns deles, temos fechado parcerias.”

Azevedo afirma que muitas empresas estão preocupadas em reduzir custos. “Conversando com colegas de outras organizações, vejo que a primeira área a receber corte de verba é a de saúde, restando apenas o plano de saúde. Aqui, os gestores não têm essa mentalidade.”

Empresas que consideram essas ações intocáveis, já constataram na prática que colaboradores saudáveis mantêm bom clima organizacional e melhora na produtividade. Sócia da PasQualy Consultoria e Treinamento e diretora de comunicação da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Ercy Paschoal diz que é importante proporcionar saúde integrada aos colaboradores. “Isso envolve a saúde física, emocional, mental, profissional, social e financeira.”

Segundo ela, neste ano, a ABQV realizará o XX Prêmio Nacional de Qualidade de Vida. “Reconhecemos as melhores práticas de programas que repercutem na saúde e bem-estar dos trabalhadores, assim como na produtividade das organizações.” Ercy afirma que implantar ações que melhoram a saúde dos colaboradores é possível para empresas de todos os portes, mesmo em períodos de crise.

“Nesses momentos é que conseguimos unir forças. Fechar parcerias com empresas que incentivam o bem-estar é uma saída. Também é possível promover ações de sensibilização abordando temas da saúde integrada.” Diretor da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos, Eduardo Carmelo diz que durante a crise não adianta dizer aos funcionários que é preciso comer melhor e fazer atividade física, porque o que está atrapalhando o seu comportamento saudável geralmente é proveniente do ambiente de trabalho.

“O que está gerando o estresse? Provavelmente o chefe está cobrando mais dele, por isso está tendo de ficar mais horas no trabalho e não está conseguindo fazer outras atividades que gostaria. Trabalhar com esse enfoque dará relevância ao programa. Caso contrário, os colaboradores não irão aderir.”

Carmelo diz que em momentos de crise vale mais à pena oferecer curso sobre inteligência emocional e relacionamento no trabalho do que um sobre alimentação saudável. “Dessa forma, a empresa estará ajudando a resolver o problema que está provocando o estresse proporcionando, assim, mais qualidade de vida.”

Ele diz que estudos apontam que empresas com programas de qualidade de vida focam três grandes objetivos. “O primeiro é a redução dos riscos à saúde, seguido pela redução dos custos com a saúde. O aumento da produtividade e melhoria do clima aparece em terceiro lugar.”

A política de qualidade de vida foi justamente o que levou o engenheiro eletricista não tem vírgula, Kleber Negamine, não tem vírgula a trabalhar na Alelo. “Conhecia os programas da empresa e essa preocupação com o colaborador me atraiu”, conta.

Contratado há cinco anos, o especialista de governança de tecnologia da informação também integra, há um ano, o comitê de qualidade de vida da companhia, formado por dez funcionários.”É muito legal participar ativamente do planejamento de ações que irão proporcionar mais qualidade para as nossas vidas. Participo de reuniões com o pessoal de recursos humanos e às vezes até com o presidente da empresa. É gratificante saber que as nossas propostas não ficarão no papel.”

Negamine diz que a proposta mais recorrente é a de implantação de home office. “Como a empresa fica em Barueri, a iniciativa é importante para todos.”

A diretora de gente e gestão da Alelo, Soraya Bahde, diz que o comitê foi montado após a pesquisa: o que é qualidade de vida para você e que ação gostaria de ver implantada. “O comitê é formado por colaboradores voluntários que estão desenhando várias ações sugeridas pelos colegas. Uma delas é o home office.”

Soraya afirma que já foi implementado um programa piloto neste sentido e futuramente, depois de alguns ajustes, a empresa irá institucionalizar o home office. “Ter envolvimento dos funcionários facilita o engajamento e ajuda a sensibilizar as lideranças.”

This article was written by Cris Olivette

Fonte: Content Loop BR

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