Pesquisa FGV

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), divulgado pela Fiesp e pela CropLife Brasil, em agosto, fechou o 2º trimestre de 2020 em 111,7 pontos, com alta de 11,3 pontos em relação ao primeiro trimestre. O resultado mostra que o ânimo perdido no início do ano com o choque causado pela pandemia de Covid-19 está em processo de recuperação. Segundo a metodologia do índice, resultados acima de 100 pontos demonstram otimismo no setor e, abaixo desse patamar, pessimismo.

O índice relativo aos segmentos de “antes da porteira”, que reúne a indústria de fertilizantes, máquinas e implementos, sementes e defensivos, entre outros, foi o que registrou a principal mudança de cenário. Saiu de uma perspectiva pessimista, com 86,2 pontos no primeiro trimestre de 2020, para 101,6 no segundo trimestre – alta de 15,3 pontos. A pesquisa completa pode ser vista aqui.

De acordo com publicação da Você S/A, a transformação tecnológica do agronegócio brasileiro aliada ao aquecimento do mercado global aumentam a demanda profissionais técnicos. Para comprovar, levantamento feito pela Michael Page, mostra que o número de contratações feitas pela consultoria cresceu 30% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

Setor básico para sustentação da vida e, portanto, menos suscetível aos impactos da crise causada pelo novo coronavírus, o agronegócio tende a ser um dos motores do emprego no país também neste segundo semestre. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a projeção é de crescimento de 2,5% do PIB do agronegócio em 2020, em um cenário de expectativa de retração de 6% para o PIB geral do Brasil.

Agricultura de precisão, melhoria de performance genética, alimentação mais natural do gado e uma série de novidades trazidas pela nova geração de fazendeiros dão sustentabilidade a esse movimento.

Os subsetores mais aquecidos, segundo o executivo, são de produção de soja, milho e grãos em geral, proteína e também o de implementos agrícolas. Produtores de soja comemoram neste ano a maior produção da história do Brasil. Profissionais aptos a entender a realidade do consumidor final dos produtos e que consigam fazer a tradução dessa necessidade em melhoria de performance produtiva são os que se destacam, em toda cadeia agro.

Mobilidade é um fator importante e as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul têm absorvido o maior número de profissionais, embora a fruticultura do Nordeste também seja foco de contratações.

O levantamento destaca quatro cargos como os mais relevantes nesse momento. Confira o perfil e os salários oferecidos:

 

Engenheiro de Aplicação e Suporte

O que faz: elo técnico entre cliente e empresa, desenvolvendo soluções de TI/automação para garantir o melhor desempenho de máquinas e equipamentos no campo, desde drones, sistemas de TI, geomonitoramento e automatização.

Perfil da vaga: forte profundidade técnica em TI, eletrônica e mecânica, e capacidade de entendimento de necessidades e customizações necessárias para cada cliente, com foco em resolução de problemas e melhorias.

Salário: R$ 6 mil a R$ 11 mil

Motivo para alta em 2020: a conexão entre hardware e software tem sido foco de desenvolvimento de novos produtos e aplicações e sistemas no setor do agronegócio, inclusive com várias startups do segmento.

 

Coordenador de Manutenção

O que faz: responsável por garantir disponibilidade dos equipamentos industriais, com viés de manutenção preventiva e preditiva, gerenciando custos e recursos de pessoas da área.

Perfil da vaga: além de conhecimento técnico profundo é importante a gestão e liderança de equipes e turnos, com olhar de performance e foco em resultado.

Salário: R$ 9 mil a R$ 12 mil

Motivo para alta em 2020: com o aumento da necessidade de desempenho industrial, aumento de volume e de turnos, a gestão preventiva busca o melhor desempenho dos maquinários, evitando paradas não-programadas. A gestão de times maiores tem se tornado tema recorrente em todos os subsegmentos do Agro.

 

Gerente Vendas/Gerente de território

O que faz: esses profissionais possuem forte conhecimento do dia a dia dos clientes e buscam soluções e equipamentos que podem melhorar o desempenho do cliente, tendo também papel importante de direcionar as estruturas de pesquisa e desenvolvimento para que os novos produtos sejam alinhados com as necessidades do mercado.

Perfil da vaga: visão técnica e de vendas, com ótimo relacionamento com o cliente final, além do olhar de soluções e transformação para fomentar a agricultura de precisão no cliente final.

Salário: R$ 15 mil a R$ 20 mil

Motivo para alta em 2020: o movimento de aumento de desempenho no campo está diretamente ligado à capacidade de entrega de resultados, sendo um dos pilares para o crescimento do produtor. Estar próximo do cliente final e garantir o apoio e eficiência no atendimento são requisitos cruciais.

 

Gerente de Produto e/ou assuntos regulatórios

O que faz: esses profissionais são capazes de alavancar as áreas de negócios, melhorar desempenho operacional, além de trabalhar, desenvolver e registrar novos produtos no país.

Perfil da vaga: forte profundidade técnica no segmento de atuação da empresa, bom entendimento das leis e órgãos regulatórios do setor, além de entendimento da necessidade final do cliente, formam um profissional com a capacidade necessária para inovar produtor no setor.

Salário: R$ 20 mil a R$ 30 mil

Motivo para alta em 2020: o desenvolvimento de novas moléculas e produtos para a melhoria de desempenho no campo tem ganhado forte intensidade no mundo.

 

 

Fontes: Você S/A e informações do Ipea e ICAgro

 

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