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Profissional enferrujado e descartado? Jamais.

Profissional enferrujado e descartado? Jamais.

Por Patrícia Carneiro Pessoa Pousa para o RH.com.br

Patrícia Carneiro Pessoa Pousa
Profissional com 27 anos de experiência na área da saúde/hospitalar com atuação em hospital de grande porte. Experiência empresarial no segmento da Gestão de Pessoas, Qualidade, Projetos e Planejamento Estratégico. Gerencia os Sistemas de Pessoas, com expertise na elaboração e desdobramento em projetos de RH. Experiência como docente, atuando na Fundação Getúlio Vargas. Mestre (MSc) pela Unicamp, MBA em Gestão de Saúde pela FGV, MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela FGV. Especialista na área de Projetos na Suécia pela Swedish Internacional Development Agency. Consultora em Gestão de pessoas, Liderança e Planejamento estratégico para ONGs.

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As exigências da economia global e um cenário intenso de mudanças, caracterizadas por serem incontroláveis, permanentes, aceleradas e imprevisíveis, determinaram o alinhamento de ações estratégicas às decisões relacionadas à Gestão de Pessoas.

Isto requer preparação para enfrentar de modo efetivo tais demandas, com investimentos, relacionados aos mais variados aspectos, e a urgência com relação às mudanças.

Diante do cenário atual do país e do presente desemprego, muitos profissionais, considerados como se estivessem “em fim de linha”, passam a ser vistos com um novo olhar.

Fim do antigo paradigma: 40 anos ou mais não significa fim de carreira, o mercado de trabalho está valorizando e se reestruturando para a absorção deste profissional.

Este tema, então, encontra-se em pauta entre os gestores de Recursos Humanos, bem como na referida área de Gestão de Pessoas, que passa a ter que analisar práticas inovadoras, para a absorção destes profissionais, entendidos como diferenciais para as empresas.

Numa economia onde a criação de valor provém basicamente das pessoas, os resultados dos recursos humanos, não é questão de opção, e sim de sobrevivência e mais do que isto de competitividade. O gerenciamento das pessoas e de equipes, nesse contexto de negócios exige foco em resultados, alavanca a produtividade dos colaboradores, à medida que verifica e direciona sua atuação para a missão da empresa. O momento em questão pretende trazer visibilidade na atuação de profissionais que sejam protagonistas em seus respectivos ramos de atividades. Alinhado aos dados do IBGE, que considera o aumento da expectativa de vida dos brasileiros para 74 anos, nos deparamos com uma mão de obra com mais idade, e com aumento de trabalhadores com mais experiência.

Isto significa que profissionais acima de 40 anos representam um núcleo considerável daqueles que são economicamente ativos, e hoje são entendidos como profissionais qualificados e com capacidade de gerar resultados positivos. Um profissional motivado e qualificado tem ainda muitos anos pela frente para colaborar e consequentemente contribuir.

Isto nos remete à importância do desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais. Ou seja, a busca do acúmulo de competências, com formação compatível com a função, atualização, pós-graduação, MBA, aperfeiçoamentos constantes, outras línguas, Inovação, domínio das ferramentas tecnológicas e mídias sociais (LinkedIn, Facebook, Twitter, Instagram etc.). As postagens sinalizam a atenção às mudanças na sua área e a procura pela atualização, além de somarem pontos. Neste contexto, então, se reconhece a essência da capacitação dos profissionais, a convicção do investimento nas pessoas alavancando a excelência, elaborando um direcionamento das atividades à sensibilização e ao desenvolvimento.

Manter-se atraente ao mercado, desenvolvendo suas competências e potencialidades, agregado a uma boa rede de relacionamentos. Algumas recomendações são importantes no processo de participação de um Recrutamento e Seleção.

Primeiramente estudar em detalhe a vaga que está disputando, desde o perfil necessário até o salário praticado pelo mercado. Conhecer em profundidade a empresa, isto reforçará o interesse ao mencionar aspectos importantes, por exemplo, relacionados à cultura da instituição.

Relatar situações positivas e que alavancaram resultados, reforçar o comprometimento e destacar que a idade é um diferencial, já que permite a experiência para o enfrentamento de novos desafios e a adaptação a situações de todos os tipos.

Combater o preconceito que pode existir devido à idade: destacar momentos que foram necessários uma postura flexível para atingir objetivos e metas, e mencionar durante a entrevista. Isto ajuda a quebrar o paradigma que “os mais velhos” não se adaptam com facilidade.

Demonstrar que é comprometido com práticas relacionadas à qualidade de vida, e melhor ainda, sabe equilibrar as diversas áreas da vida.

Talvez seja o momento de um novo recomeço e isto pode significar uma importante queda salarial relacionado ao status anterior: aceitar o desafio, mostrar que veio para somar.

Lembrar-se que o mercado procura o profissional capaz de aprender e se manter atualizado, polivalente, poli competente, orientado para a interdisciplinaridade, autodesenvolvimento, para desafios, para aquele que é empreendedor e comprometido com o negócio da empresa.

Fonte: http://www.rh.com.br/Portal/Carreira/Artigo/9998/profissional-enferrujado-e-descartado-jamais.html#

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