Professora da IBE Conveniada FGV comenta sobre como o comportamento amistoso do brasileiro na Copa pode ser transposto para a empresa.

ESSA GENTE BRASILEIRA
 Eline Rasera
Têm sido veiculados diversos artigos sobre a Copa, aliás, é o assunto que vem tomando espaço em todo tipo de comunicação no mundo: jornais, televisão, internet.
Surpresa com os resultados (até então…)? Não, não me refiro aos jogos em campo, mas ao comportamento do povo brasileiro. Confesso que estava um tanto apreensiva com o que pudesse acontecer, pois como a maioria, por mais que concordasse com os motivos das manifestações, não gostaria que eventos denegrissem a imagem do meu país.
Também como a maioria, torço pela vitória saudável, pelo encontro das raças (nações) e harmonia que essa festa pode proporcionar.
E o que mais brilha aos olhos, é esse nosso jeito de receber em casa, de abrir os braços a todas as culturas desse planeta.
As notícias estão por toda parte. Gostamos de união, abraços, afeto.
Isso é muito bom, mas e na vida do brasileiro, na vida profissional, como esse comportamento pode ajudar? Como usar essas características para agregar?
A maneira como os brasileiros estabelecem os relacionamentos e a comunicação, seja com familiares, amigos e até desconhecidos, tende a facilitar a relação com a diversidade, o diferente, e isso numa equipe de trabalho agrega, e muito, na busca por resultados.
Esse jeito de conversar sem conhecer o idioma, a atenção e preocupação em ajudar com informações, em fazer com que o estrangeiro se sinta bem aqui, é, numa equipe de trabalho, (nas suas devidas proporções), o que também integra os diferentes talentos, conhecimentos e experiências de cada profissional.
Outra característica apontada pelos turistas estrangeiros é o já famoso “jeitinho brasileiro” – essa nem sempre muito bem vista por nós. No entanto, como qualquer situação sempre tem um lado positivo, nesse caso, é a criatividade com que se resolvem os problemas. A rapidez e genialidade vem fácil para os brasileiros, o que eu chamo de “dança das idéias” – um braisntorming de muito conteúdo. E isso é revelado na ginga do corpo, relatou um entrevistado numa das reportagens.
Considerando que, encontrar soluções para os problemas tem a ver com o movimento e conteúdo das sinapses cerebrais, podemos então concordar que por essa característica (jeitinho brasileiro), temos sim “bom treino dos neurônios”, uma vez que a vida nesse país, sempre pede uma boa dose de “adaptação”.
O profissional brasileiro, na sua grande maioria, é bastante requisitado pelas empresas do exterior, pois apresentam muitas competências, entre elas, as mencionadas (criatividade e o relacionamento – pontos fortes para determinados tipos de negócios).
Então mais do que um povo alegre, temos competências e talentos que fazem a diferença… formamos boas equipes, na vida e no trabalho!
Satisfeita com o resultado – “dessa gente brasileira”, embora ainda tenha grande expectativa para outubro, onde talvez tenhamos que treinar outras competências e valores – Visão administrativa para resultados de médio e longo prazo, com sustentabilidade!

 

Eline Rasera, psicóloga, coach e professora do curso de Pós-graduação em Administração de Empresas da IBE Conveniada FGV.
Fonte: Panorama de Negócios
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