Luiz Fernando Araújo Bueno

Para ele, não adianta uma data, é preciso ter consciência o tempo todo

Hoje (5) é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Em lembrança à data, o diretor de Sustentabilidade do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Regional Campinas e professor da IBE Conveniada FGV, Luiz Fernando Bueno, faz um alerta. “É preciso fazer uma reflexão. Nós estamos impactando o meio ambiente diariamente. Todo ato de consumo gera impacto. Assim, é hora de pensar: que impacto eu estou causando? E entender que as mudanças começam em casa e devem acontecer todos os dias”, diz.

No Brasil foi instituída a Semana Nacional do Meio Ambiente, de 1º até 5 de junho, quando se comemora o Dia Mundial. Por todo o país houve celebrações e ações com mensagens de conscientização. Mas, para o professor, compensar o que se arruína não é a saída. O ideal é se antecipar aos estragos. “Para isso, pensar nos 3 R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) é essencial em todo o tempo”, ressalta. E vai ele vai além. “A crise é um bom momento para aprender. Nela, a gente muda mais rápido”.

A política nacional de resíduos sólidos, que transformou o lixo, que sempre foi um problema, em insumo, é um bom exemplo. Por isso, o ele convoca as pessoas a pensarem no meio ambiente todos os dias, em suas famílias, empresas, na rua, em qualquer lugar. “A educação tem um papel fundamental nesse processo. Tudo o que precisamos está na educação em valores”, ressalta. Para Bueno, a mensagem que fica é: lembre-se de reduzir o impacto ao seu meio. “E somos nós mesmos quem vai pagar essa conta”, analisa.

Segundo Luiz Bueno, aonde jogar o lixo fora deve ser uma constante preocupação. “Estamos juntos, no mesmo barco, então devemos remar juntos e na mesma direção. Ainda me espanto ao ver que a sustentabilidade é vista apenas como um custo dentro das organizações. Há um estudo que revela que nós seremos a sexta geração de humanos a ser eliminada da face da Terra. É preciso acordar. O planeta está avisando que já não adianta salvá-lo, agora é hora de salvar-se a si mesmo”, conclui.

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