Prof Luiz Fernando Bueno

Professor da IBE Conveniada FGV representa a região em seminário internacional de sustentabilidade

 

Evento foi realizado pela Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro

 

A Fundação Getulio Vargas promoveu o Seminário Internacional de Sustentabilidade: Desafios e Oportunidades, em 26 de agosto. Na ocasião, nomes importantes do meio debateram tópicos importantes, como políticas públicas, gestão, e soluções práticas. O professor da IBE Conveniada FGV, Luiz Fernando de Araújo Bueno, diretor de Sustentabilidade do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), participou do evento que classificou como um marco na história das academias brasileiras. “A partir de agora, oficialmente o universo acadêmico passa a tratar do assunto como prioridade e a FGV, que sempre deu preferência ao tema, agora também chama outros setores e academias à responsabilidade”, destacou.

O presidente da IBE Conveniada FGV, Heliomar Quaresma ressaltou que a escola de negócios foi concebida com a sustentabilidade em seu DNA. “A transformação de cultura de uma organização genuinamente sustentável é tão visível e palpável que seus próprios integrantes lutam pela manutenção desse compromisso com o ambiente, ao mesmo tempo que atrai novos talentos, especialmente em períodos de crise”, disse.

A IBE Conveniada FGV criou um Manual de Boas Práticas, que contém uma série de orientações para a conservação dos bens naturais e redução dos gastos com a energia. Ainda em 2013, a IBE Conveniada FGV lançou o livro Top Projects durante a entrega do Prêmio de Excelência Acadêmica. A publicação incluiu os melhores Trabalhos de Conclusão de Curso, de 2012, realizados na instituição com viés de sustentabilidade apresentando soluções ambientalmente corretas alinhadas ao desenvolvimento econômico e à geração de emprego e renda. No ano passado, uma segunda edição foi lançada contemplando os melhores trabalhos de 2013. Em junho deste ano, a escola lançou uma nova edição com os TCCs de 2014. “Hoje, podemos dizer que a IBE Conveniada FGV é uma organização que visa à sustentabilidade, está em nosso DNA, em nossa visão e missão”, concluiu Quaresma

Seminário

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Mônica Vieira Teixeira, iniciou as palestras falando sobre a Agenda de Sustentabilidade, Agenda do Clima e o processo global da sustentabilidade, que tem a ver com a trajetória do conceito no aspecto contemporâneo. A ministra ainda ressaltou a necessidade de conhecer “os vários brasis do mesmo Brasil” para conseguir alcançar um desenvolvimento sustentável pleno.

“Esse conhecimento precisa estar na Agenda quando se fala em desenvolvimento e não uma visão de Avenida Paulista, onde o meu problema é salvar o desmatamento da Amazônia, esquecendo que está faltando água no seu estado e que, antes disso, existe um problema de planejamento, gestão e organização no território aonde você vive e que você não cobra isso do seu gestor público. A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, não tem reserva de água do ponto de vista estratégico e isso nunca foi discutido com nenhum governador ou prefeito, mas os cidadãos vão fazer passeata contra o desmatamento da Amazônia. As pessoas têm que aprender a discutir a partir de si o que é desenvolvimento sustentável e bem-estar, isso é sustentabilidade”, explica.

Além da ministra, estiveram presente Carlos Ivan Simonsen Leal, presidente da FGV; Antonio Carlos Trindade, presidente de honra; Antonio Freitas, pró-reitor da FGV; Flavio Vasconcelos, diretor da FGV/EBAPE; Istvan Karoly Kasznar, Fátima Bayma e Sávio Bittencourt, professores da FGV/EBAPE; Steven Cohen, professor e diretor executivo da Earth Intitute da Columbia University, em Nova York; Mauricio Lopes, presidente da Embrapa; Sebastião Morais de Carvalho Júnior, Coronel do Exército; Alison Miller, diretora da Earth Insitute; Marilyn Rubin, professora da City University of New York; e Fron Nahzi, diretor da Global Business Development da Arizona State University.

“A Fundação Getulio Vargas tem um grande compromisso com a sustentabilidade, que é um tema de extrema importância e ao mesmo tempo complexo. Muitas das intervenções que nós vemos são, talvez, muito simplistas, que se caracterizam por uma militância um pouco ingênua de um lado e, por outro, de um liberalismo que não olha muito para as consequências das ações econômicas e da estrutura industrial do país”, analisou o diretor Flavio Vasconcelos durante a abertura do evento.

Para falar sobre o papel da política pública na promoção da sustentabilidade, o convidado foi o professor Steven Cohen, que participou via Skype do evento. Mauricio Lopes, presidente da Embrapa, também esteve presente e falou sobre a sustentabilidade na perspectiva do trabalho que a Embrapa realiza em prol da agricultura e produção de alimentos no país.

Além disso, o Coronel Sebastião Morais de Carvalho Júnior foi o responsável por abordar a questão da Amazônia. Alison Miller, diretora da Earth Insitute, e o professor Sávio Bittencourt falaram sobre gestão de sustentabilidade. Já o tópico de financiamento à sustentabilidade foi debatido pela professora Marilyn Rubin. Enquanto isso, o painel final, que abordou formas de fazer a transição das soluções sustentáveis entre teoria e prática, foi apresentado por Fron Nahzi, diretor da Global Business Development da Arizona State University.

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