Equipe

A alta competitividade do mercado atual gerou profundas mudanças nas relações entre empresas e
profissionais, tanto que hoje se utiliza o conceito de gestão por competências – conjunto de
conhecimentos, habilidades e atitudes que um profissional utiliza para desempenhar as suas atividades
segundo padrões de qualidade e produtividade. Fatores como motivação, foco, disciplina, princípios,
valores, sociabilidade e até a habilidade de administrar o tempo, estão todos contidos no termo “competência”.

Por outro lado, sendo esse mercado tão competitivo e comparativo, as empresas precisam se apoiar em
índices que meçam os seus resultados. Na base comparativa, tudo são índices, métricas, medidores ou
indicadores, dependemos sempre de critérios que diferenciem os players.

E sabemos que para medir competência não há critérios universais tangíveis ou de utilização comum entre
as empresas. Para medir a aplicação da competência ou o desempenho de atividades é essencial
considerar o fator tempo. Qualquer atividade deve ser feita em um determinado espaço
de tempo, afinal os resultados empresariais são medidos ao longo do tempo, os nossos
ganhos ocorrem em um período de tempo e a nossa vida está limitada ao tempo.

Se por um lado as empresas estão em busca de resultados e, por outro, seus profissionais oferecem
competência, a produtividade é o fator de convergência para o desenvolvimento das duas partes. A
produtividade é o motor que move as pessoas em função dos objetivos organizacionais buscando os
resultados necessários neste mercado competitivo. É a produtividade que
mede o quanto uma empresa pode andar para frente ou para trás em relação
a seus competidores. Enfim, a capacidade de produzir é o que mede o
resultado relativo da empresa em determinado período – sempre em função
do tempo, pois tudo gira em sua função, desde os macro-objetivos
empresariais até as microatividades profissionais.

O Modelo Matemático

Como premissas para a formulação de um modelo matemático, consideramos que a competência é diretamente
proporcional à produtividade, enquanto o tempo é inversamente proporcional.

Portanto, P = C / t (a Produtividade é igual à Competência dividida pelo Tempo). Fixando a competência
para verificação, quanto menor o tempo, tendendo a zero, maior será a produtividade. Quanto maior o tempo,
tendendo a infinito, menor será a produtividade.

Duas situações extremas demonstram claramente a validade da equação:

– Um operário braçal tem o seu trabalho absolutamente medido pelo tempo. A qualidade do trabalho varia
pouco, portanto a competência passa a ser de baixa relevância. Mesmo porque se ele for de fato competente,
muda de cargo. Ou seja, sua produtividade é baixa, pois o tempo de trabalho é longo.

– Um líder altamente competente pode trabalhar pouquíssimas horas para produzir muito. O tempo utilizado
em um determinado trabalho é pequeno, portanto a competência é a sua medida de produtividade.

Uma empresa excepcional em conhecimentos, habilidades e atitudes deixa de ser competitiva se não realizar
suas atividades dentro do tempo necessário. Duas empresas hipotética e igualmente muito competentes se
diferenciarão entre si pela produtividade, ou seja, quanto mais velozes forem melhores serão seus resultados.

Utilizando como exemplo o mercado de TI, não podemos deixar de nos lembrar do elefante branco que já foi
a IBM. É inegável que sua equipe profissional era extremamente competente, mas o tempo que a empresa levava
para implantação e tomada de decisão gerava muito desperdício e por consequência baixa produtividade.

A Microsoft, no outro extremo do exemplo contemporâneo, também contava com uma equipe de alta competência,
mas executava dentro do tempo necessário, resultando em alta produtividade e assim se mantém até hoje.

Acima dos recursos e processos existentes nas empresas, a grande diferença quem faz é gente. O caminho
profissional é desenvolver competências para melhorar os recursos e processos ao longo do tempo, atingindo
melhores resultados. Só assim, empresas ganham, profissionais crescem e consumidores se satisfazem.

Cláudio Tomanini carrega expertise como executivo e, há mais de 30 anos, como professor de MBA
da FGV e consultor de empresas que se destacam em todo o país. Em suas palestras, Tomanini alia o conhecimento adquirido no mundo corporativo e acadêmico com a experiência cotidiana de seu contato com gestores e líderes de importantes empresas dos mais variados segmentos. É um dos palestrantes mais requisitados da atualidade.

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