O caminho para uma melhor prestação de serviços no varejo está no plano de carreira para os funcionários

 

Conseguir um bom emprego e manter a estabilidade já não é mais suficiente para que muitos profissionais sintam-se realizados no mercado de trabalho. Atualmente, é possível perceber a insatisfação desses profissionais quando não há um plano de carreira onde o profissional possa crescer, galgando novas funções e conquistando uma melhor remuneração dentro da empresa.

 

Para a especialista em desenvolvimento organizacional da IBE Conveniada FGV, Rita Ritz, é preciso que o empregador forneça uma melhor qualidade para a execução do trabalho. “A partir disso, o funcionário sente-se acolhido. É preciso que os dois lados estejam em completa harmonia e com planos de crescimento alinhados”, analisa.

 

De acordo com informações da Associação Comercial Industrial de Rio Claro, de todas as empresas brasileiras abertas, a quase totalidade, ou seja, 99% são micro ou pequenos negócios. Elas têm uma grande importância social, visto que são consideradas como portas de entrada para o primeiro emprego. É também neste percentual que 27% de empresas fecham no primeiro ano de vida.  “Os fatores que conduzem ao fechamento são inúmeros, mas o fator Falta de Habilidade na Gestão, é o que aparece em maior volume”, ressalta Clóvis Delboni, Gerente Executivo da ACIRC.

 

Segundo ele, a falta de um plano de carreira provém da dificuldade do empresário entender a importância do assunto e criar um sistema de gestão que permita isso. “A solução seria o empresário, primeiro, buscar uma capacitação que o ajudasse a gerenciar seu próprio negócio para depois, então, buscar soluções para os funcionários através de um plano de carreira para o varejo”, conclui.

 

O desafio, portanto, é como manter o funcionário em comunhão com os objetivos da empresa. Motivar de que forma? Para Delboni, uma das alternativas é a apresentação de um plano de carreira no momento da contratação do funcionário. “É importante que ele enxergue uma vida longa dentro da empresa. Senão, ele continuará achando que aquele emprego é passageiro”, diz.

 

Embora seja incomum, algumas empresas varejistas da cidade já buscam manter seus funcionários motivados através da oferta de um plano de carreira. Formada em Marketing, Juliana Leite têm 35 anos e atualmente trabalha como vendedora, mas o objetivo é administrar o setor de marketing da empresa. “Além de já cuidar um pouco dessa área, pretendo me dedicar completamente a ela, sou graduada e tenho em vista uma pós. Ter um plano de carreira dentro da empresa onde trabalho, fez com que eu pudesse pensar alto, é muito importante e motivador para um funcionário quando ele é visto dessa maneira pelo empregado.”

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