Apesar da crise na Europa, empresários brasileiros e latinoamericanos continuam otimistas com relação às economias de seus países. É o que revela a pesquisa “CFO Panorama Global dos Negócios”, realizada pela EESP em parceria com em parceria com a Duke University, a CFO Magazine e apoio da BMFBovespa e do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF).

“Tal otimismo no Brasil e América Latina é consistente com a retomada do crescimento econômico na região,” afirma Klenio Barbosa, professor da EESP e um dos co-diretores da pesquisa. Segundo ele, a manutenção do crescimento da Ásia e a projeção de expansão econômica dos Estados Unidos pelo segundo ano consecutivo influenciam de maneira significativa para o aumento do Índice de Otimismo de 60.1 para 63.5 – justificado pela previsão de crescimento de quase 10% das receitas e lucros para os próximos 12 meses.

A expectativa também é de aumento das contratações em tempo integral: 3,9%. No entanto, a contratação de empregados temporários e terceirizados também deve subir – respectivamente, 1,8% e 3%. “Possivelmente o aumento dos custos de contratação está levando as empresas a serem mais precavidas no processo de recrutamento”, avalia o professor Gledson Carvalho, que dirige a pesquisa com Klenio. A tendência é distinta dos dois trimestres anteriores, que haviam registrado previsão de decréscimo para os dois tipos de empregados.

De acordo com a pesquisa, a atração e manutenção de funcionários qualificados ainda preocupam e podem ser algumas das razões para essa mudança. “O emprego em tempo integral vem crescendo há vários trimestres. E ao longo deste período a projeção de uso de emprego temporário e terceirizado vinha decrescendo. Em todo esse período as empresas vêm reportando a dificuldade em contratar e manter trabalhadores qualificados. Aparentemente chegamos a um ponto de inflexão” comenta Gledson.

O estudo também aponta que o cenário de otimismo econômico tem se tornado mais forte na América Latina. Em uma escala de 0 a 100, os empresários do Brasil atribuem nota 63,5 para o seu otimismo com relação à economia brasileira – número levemente superior aos 60.1 do trimestre anterior. Já os da América Latina, de maneira geral, atribuem 69 para o seu otimismo com relação às economias de seus países, contra 66 no último trimestre. O México é o país mais otimista, seguido de Peru, Chile e Colômbia. Os argentinos continuam sendo os menos otimistas e acompanham tendência dos Estados Unidos, Europa e Ásia.

A pesquisa foi concluída no dia 8 de março e teve a participação de 1.143 diretores financeiros dos Estados Unidos, Ásia, Europa, e América Latina.

O Panorama de Negócios na América Latina (Latin American Business Outlook) faz parte do Panorama Global de Negócios (Global Business Outlook).

Fonte: FGV Noticias

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