Pesquisa da FGV e da Duke University aponta queda no otimismo do empresário brasileiro

O otimismo dos empresários brasileiros com a economia do país caiu no terceiro trimestre deste ano. É o que aponta a quinta edição da pesquisa “Panorama Global dos Negócios” – realizada em parceria pela FGV, Duke University e CFO Magazine, com apoio BMFBovespa e do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF).

De acordo com o estudo, este é o nível mais baixo atingido pelo índice desde o início da série histórica, iniciada em 2012. “Essa queda acentuada no otimismo sugere que o desempenho econômico do próximo trimestre pode ser abaixo do que esperamos”, afirma o co-diretor da pesquisa e professor da Escola de Economia da FGV em São Paulo (EESP), Klenio Barbosa.

“A queda no otimismo no Brasil nos deixa apreensivos. A natureza do nosso índice parece fazê-lo antecipar o desempenho econômico”, comenta Klenio. Entre as principais preocupações dos executivos brasileiros estão a taxa de câmbio, o código tributário e as políticas governamentais – principalmente a monetária. “A economia brasileira parece estar em um momento crítico. Assim, é inevitável que todas as atenções se voltem à condução da política econômica,” ressalta Gledson Carvalho, também professor da EESP e co-diretor da pesquisa Global Business Outlook.

Diante do cenário indefinido, a pesquisa identificou ainda um aprofundamento na tendência de aumento do emprego temporário. Entre as principais razões estão os salários maiores para trabalhadores permanentes (motivo apontado por 47% das empresas que aumentaram o número de temporários) e a incerteza econômica (apontada 27% das empresas). “Parece que, com o surgimento e consolidação do cenário de incerteza quanto ao crescimento, as empresas estãosendo mais cautelosas e preferindo substituir emprego em tempo permanente por emprego temporário”, analisa Gledson.

No entanto, a melhora do otimismo do empresariado norte-americano e europeu sugere que dias melhores podem estar por vir. “O aumento consistente do otimismo nos Estados Unidos e na Europa nos deixa esperançosos com relação à recuperação da economia mundial e das oportunidades que isso gera para as economias emergentes”, pondera o diretor-geral da pesquisa e professor de Finanças da Duke University, John Graham.

Fonte: FGV Noticias

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