Palavra do Presidente – O tempo da reação é o tempo da política

A perda de eficiência do Brasil desde 2007 é parte fundamental da crise atual.

Em nosso último CEO Insights, o prof. Samuel Pêssoa nos colocou quea atual crise se deve ao que chamou de carência de demanda agregada.

O Tesouro não se sustenta e nota-se a existência de inúmeros incentivos em investimento que não trouxeram ou trazem retorno.

Para ter uma ideia, em 2013 a taxa de investimento era de 21% do PIB. Atualmente, caiu 33%.

Fica evidente que para se entender a crise, precisamos entender por que o investimento despencou. A diferença desta para as últimas três crises que o Brasil enfrentou reside no tempo de recuperação. A atual é lenta e reflete a crise política aliada a uma falta de governança, com o congresso incapaz de aprovar reformas importantes, pois encontra-se enfraquecido com os incontáveis escândalos de corrupção e o grande endividamento público. Junte tudo e a falta de confiança do investidor está explicitada.

Enquanto o Brasil não recuperar confiança, em suas instituições, na democracia e na administração pública, o investidor será cauteloso e conservador. Desta forma, solucionar a crise política significa recuperar a confiança.

O retorno da confiança passa por mudar o cenário a ponto de trazer de volta as expectativas de 2012/2013. A volta da confiança e crescimento da economia internacional ajuda na alavancagem da retomada brasileira. O juro internacional caiu e a surpresa de crescimento positivo da Europa, que tinha possibilidade de recessão há dois anos, são fatores que contam.

Por outro lado, outra boa surpresa é que a economia americana vem crescendo 3 a 4 pontos percentuais por bimestre – é a primeira vez desde a crise de 2007 nos Estados Unidos. (A economia deles cresce por bimestre mais que o nosso PIB anual).

Já a China, com alto endividamento, conseguiu crescer até 6% – e está muito adiante no processo lento de regulação da inflação. O sinal também é positivo para o cenário brasileiro.

O mundo todo cresceu o que é bom para nós

Em agosto do ano passado, a inflação deveria fechar a 5,5%. Hoje, ela está entre 3,2%, com queda de 2,3% em relação ao dado anterior.

Os juros reais estão na casa de 3% por muito tempo ainda, uma folga para a taxa que vinha rodando há anos na casa de 6%.

Qual o tempo de reação, então da economia? A resposta é: o tempo da política!

Há potencial econômica, desde que o país faça as contas certas.

Estamos chegando ao fim de mais um período com as novas eleições do ano que vem. Se o governo conseguir aprovar a reforma da previdência será um ponto a favor.

Heliomar Quaresma

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