Após uma experiência sem sucesso com lojas outlets, nos anos 90, empreendedores de shoppings mostram disposição para reconfigurar a desgastada imagem que estes shoppings acarretaram, acreditando na maturidade do varejo e também do consumidor.

Um estudo do lbope Inteligência avalia que o Brasil poderá vir a ter 33 empreendimentos classificados como outlets nos próximos seis anos. Já a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) dá como certa a construção de cinco shoppings até o ano que vem. Independentemente do critério utilizado, o fato é que, ao que parece, o investimento no segmento é um caminho sem volta no mercado brasileiro.

E para esse novo “modelo” não dar errado, é necessário que haja boa localização e preço, pois esses fatores são a chave para o sucesso deste modelo. O consumidor está disposto a andar mais para visitar um outlet, mas precisará reconhecer que a vantagem em preço existe e é considerável. Além disso, precisará encontrar marcas que normalmente vê nos shoppings próximos de sua casa, ou marcas que fazem parte de seu imaginário, com um preço menor.

O professor de Varejo da FGV, Juracy Parente, acredita que o crescimento dos outlets no Brasil dependerá da experiência de compra que levará ao consumidor, algo que, fora daqui, funciona muito bem. “O mercado em outros países já é consolidado. Há outlets somente com marcas de luxo ou voltados para segmentos específicos, que não apenas a moda. Estas empresas fazem linhas especiais de seus produtos apenas para os outlets”, concluiu o professor.

Fonte: Blog Eaesp

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