Crescer

O modelo para crescer é o de ecossistema – As parcerias entre grandes empresas e  startups no sul do Brasil são a chave para inovar, segundo o empreendedor Paulo Beck

Todo mundo conhece histórias de startups que, de uma hora para outra, colocam empresas gigantescas em dificuldades; nunca houve tantos Davis derrubando Golias. Mas por que será que isso está acontecendo tão rápido? Afinal, a tecnologia está presente nos processos de produção das companhias estabelecidas também. Será que antigos serviços estão ficando obsoletos?

Para mim, a economia compartilhada  está tornando obsoleto o modo de criação de valor das grandes empresas – e isso tem a ver, essencialmente, com o entendimento delas sobre a jornada dos clientes. Hoje é preciso que a empresa seja um sistema que se adapte constantemente aos consumidores para conseguir crescer, algo que as startups conseguem fazer e as grandes, não.

Como os Davis conseguem fazer isso? Antes de ser um executivo corporativo na HP, fui um empreendedor que criou várias pequenas empresas de tecnologia  para resolver problemas corporativos. Depois, me tornei um investidor-anjo em startups. Somando as três experiências, descobri a resposta: a chave da adaptação rápida está em um processo composto de erros e acertos e que inclui a predisposição para correr riscos – o que, para uma empresa grande, é algo muito mais difícil.

Entendi que, nos tempos atuais, o caminho para o crescimento das grandes empresas passa necessariamente por participar de um ecossistema colaborativo de empreendedorismo e inovação que inclua startups. Repare: todas as companhias que estão se destacando no mercado atual atuam em ecossistemas compostos por diversas startups.

Mas como as empresas tradicionais, consolidadas, vão conhecer startups e suas ideias novas, e montar seu ecossistema? Foi pensando nisso que, em 2015, fiz meu mais novo investimento/empreendimento. Não fundei mais uma empresa e sim uma administradora de ecossistema, que se chama Grow+ Venture Builder, com sede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com um sócio, Cristiano Englert.

O que faz uma administradora de ecossistema? De um lado, aloca recursos de grandes empresas em startups já existentes e com potencial de crescimento, promovendo sua alavancagem nos diferentes estágios de investimento; de outro, permite que as empresas consolidadas corram riscos através das startups para que possam suprir as necessidades de seus clientes e consumidores e, assim, não perder seu espaço no mercado.

O novo caminho é esse, não tenho dúvida.

Fonte: Paulo Beck em HSM Management

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