A tecnologia criou facilidades surpreendentes, mas há um efeito colateral que é a superficialidade nos relacionamentos. As pessoas estão mantendo seus “universos individuais” por meio dos seus equipamentos (smartphones, notebook, tablets etc.) e concentrando os relacionamentos em redes sociais, inclusive com empresas.

O desafio da comunicação empresarial em uma época de múltiplas mensagens é o de dar voz ativa ao negócio em um cenário tão dinâmico. É o de saber estabelecer com competência um diálogo com seus públicos nesta sociedade conectada em que vivemos hoje.

Bruna Nicolao, jornalista e assessora de comunicação corporativa, avalia que as redes sociais ditam um novo ritmo na comunicação e acabam se tornando até um risco à imagem dos executivos despreparados. Ela diz: “No tempo em que todos estão munidos de um celular com fácil acesso a internet, cai por terra a fórmula comum do diálogo: emissor – mensagem – receptor. Hoje, você recebe informação de centenas de emissores e compartilha a milhões de receptores, que constroem um discurso diferente do original em suas redes de conteúdo (telefone sem fio)”.

Ainda segundo a jornalista, o treinamento de porta-vozes é fundamental para que esteja-se sempre pronto para comunicar em uma situação de crise. O Media Training, ministrado por profissionais da comunicação empresarial, identifica o comportamento correto perante os jornalistas. Ou seja, treinar um executivo é essencial para as empresas, pois um deslize pode afetar toda a imagem da empresa construída há anos pelas áreas competentes (Marketing, Comunicação e Relações Públicas).

Ana Barbieri, antropóloga e publicitária, avalia que se a empresa tem um planejamento a médio e longo prazo, ela possui uma estratégia muito bem definida. Ela reflete: “As empresas, além de terem seus porta-vozes bem preparados para atender aos consumidores, devem – de uma vez por todas – ser verdadeiras e coerentes, tanto nos seus discursos quanto em seus hábitos. A empresa não precisa ter um discurso pronto para se comunicar com seus consumidores através da internet, basta ser transparente”.

A nova geração valoriza bastante o conceito da “atitude e da experiência”, assim como o “design”, mesmo que em muitas circunstâncias tenha que agir dentro de suas possibilidades, dando preferência para o melhor custo x benefício.

É claro que, nos dias de hoje, isso parece uma utopia; a questão é que os consumidores conectados sempre poderão utilizar suas redes para denunciar empresas e desmascarar questões que antes sequer ficaríamos sabendo.

A empresa que sabe explorar essas características ganha muito mais espaço e tem uma voz muito mais ativa com os hiperconectados.

Fonte: Blog Exame – Sidnei Oliveira

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