Experiente, fluente em uma ou mais línguas, líder, resiliente, proativo, com vivência internacional e MBA – e disposto a ganhar menos que a média do mercado. Esse é o perfil do candidato dos sonhos de muitas empresas, que mesmo em tempos de escassez de mão de obra qualificada, acreditam que podem encontrar essa “agulha no palheiro” dos talentos.

Quando uma empresa contrata uma consultoria de recrutamento, espera encontrar um perfil que não foi encontrado em seu público interno e nem mesmo nas buscas iniciais externas. Por si só, essa situação já revela que aquele tipo de profissional não é exatamente fácil de encontrar. Isso se agrava em algumas áreas de atuação como finanças, tecnologia e engenharia, que requerem alto conhecimento técnico mas não dispensam um perfil comportamental de destaque.

Mesmo diante dessa situação, algumas companhias não abrem mão de querer contratar profissionais com esse perfil completo, mas sem pagar mais por isso. É claro que esse profissional existe, mas normalmente está muito bem empregado. Para motivá-lo a mudar, é preciso uma estratégia agressiva (e cara) de atração. Ou seja, não é possível contratar o super-homem sem apresentar uma super proposta. E isso inclui, claro, a remuneração.

Uma saída para esse dilema seria ajustar expectativas à necessidade da empresa. Será que um profissional cujo perfil comportamental se encaixa perfeitamente à cultura da companhia precisa ter excelência técnica? O inglês fluente é realmente uma exigência ou é apenas um item supérfluo para listar no perfil da vaga? O MBA é necessário em posições que não sejam de liderança? Além de trazer otimização de custos com profissionais, repensar essas exigências pode abrir as portas para que talentos possíveis façam parte do seu time.

Fonte: Sua carreira, sua gestao – Fernando Mantovani

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