“Não é Sobre Preço, é Sobre Valor”, Dispara Economista FGV Sobre Segundo Dia Das Mães Na Pandemia

No domingo, 9 de maio, o calendário mostra uma das celebrações mais importantes, o Dia da Mães. Considerada como a segunda data sazonal com maior demanda no comércio brasileiro, ficando atrás apenas do Natal, a data foi impactada pela pandemia que alterou toda a tradição, refletindo diretamente no comportamento do consumidor. Exemplo disso é que desde o ano passado, os resultados não têm sido bons para a economia.

“Em 2020, a maioria dos comerciantes passou por essa data com portas fechadas em seus estabelecimentos. Foi um momento muito difícil. Nesse ano, as projeções são um pouco melhores, mas ainda não devem chegar ao nível desejado por muitos varejistas”, explica o professor da IBE Conveniada FGV, Anderson Pellegrino, que é economista e doutorando em Desenvolvimento Econômico.

De acordo com a Agência Brasil, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima para o Dia das Mães deste ano um volume de vendas de R$ 12,2 bilhões em todo o país, o que representa aumento de 47% em relação ao resultado de 2020 (R$ 8,26 bilhões).

“Não é sobre preço, é sobre valor”, dispara economista FGV sobre segundo Dia das Mães na pandemia

“Não é sobre preço, é sobre valor”, dispara economista FGV sobre segundo Dia das Mães na pandemia

“Em muitos estados e cidades, o varejo está em processo de reabertura e isso tem deixado empresários um pouco mais confiantes. Na tentativa de equilibrar as contas e sobreviver nos próximos meses é possível que muitas lojas lancem promoções no intuito de atrair clientes. Essa estratégia pode ser interessante para comerciantes e consumidores, pois faz o dinheiro circular na economia”, comenta o professor.

Ainda de acordo com os dados da CNC, o segmento de vestuário, calçados e acessórios costuma, tradicionalmente, liderar as vendas nesse período do ano. Em 2020, movimentou R$ 1,6 bilhão, com redução de 62,7% em relação a 2019. Este ano, a previsão de faturamento do segmento se eleva para R$ 4,09 bilhões, variação positiva de 146%.

Sobre as compras no e-commerce, de acordo com dados da Compre&Confie, parceiro da Social Miner, no Dia das Mães do ano passado, o crescimento foi de 117% (passando de R$ 2,78 bilhões para R$ 6,02 bilhões), impulsionado pela quarentena e pela praticidade de compra e entrega.

“Muitas pessoas ainda estão receosas e com medo de sair de casa em razão da pandemia. Com isso, as compras online devem se manter aquecidas”. Outro importante aspecto elencado pelo especialista FGV é que muitas empresas conseguiram inovar nesse período, ofertando seus produtos pelas redes sociais e aplicativos.

“Em maio do ano passado, muitos empresários estavam despreparados nos quesitos tecnologia e inovação. Com o prolongamento da pandemia e das medidas de isolamento, eles tiveram que aprender a utilizar esses recursos e passaram a atender seus clientes em novo formato. Houve uma aceleração da transformação digital em muito negócios. Hoje, estão mais preparados e muitos já operando com lucro”, pontua.

O especialista reforça, que mesmo os números mostrando crescimento nas vendas, o momento ainda pede calma e planejamento por parte dos comerciantes, fazendo valer os cuidados e medidas de proteção, evitando aglomerações e tumulto nas lojas.

“Não é sobre preço, é sobre valor. Essa data é sobre manter as pessoas que amamos em segurança, respeitando-se limitações e protocolos impostos pelo grave momento de pandemia. Desejo um Feliz Dias das Mães a todas, na esperança de que no próximo ano, além de presentes materiais, as mães possam ser presenteadas com muitos abraços na companhia dos filhos”, finaliza o professor da IBE Conveniada FGV.

 

 

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