MULHERES PRECISAM APRENDER A NEGOCIAR PARA DESLANCHAR NA CARREIRA

Com quase 50% do contingente profissional no Brasil, as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço, mas ainda assim, boa parte delas ainda ganha menos ocupando a mesma função que um homem. Esta dificuldade, na maioria das vezes, é o que dificulta a sua ascensão profissional. “Esta realidade é mundial, mas pode mudar. Basta uma mudança de paradigmas e a mulher realmente lutar pelo o que ela quer”, afirma a master coach Juci Nones.
Nos Estados Unidos, apenas 1% das cadeiras de CEO é ocupado por mulheres. “No Brasil, mesmo tendo uma presidenta e, atualmente, duas candidatas ao cargo, o percentual de CEOs é ainda menor. Basta abrir as páginas dos jornais para verificar que o mundo corporativo, apesar dos avanços, ainda é dominado pelos homens”, declara.
Uma das principais dificuldades das mulheres é de negociar salários. “Infelizmente, a sociedade julga as mulheres que buscam sua satisfação como agressivas em vez de assertivas.” Sara Laschever, autora do livro “Women Don´t Ask” (Mulheres Não Pedem) e “Ask For It” (Peça!), diz que mulheres são educadas desde cedo para prestar atenção no outro, nunca falar alto e nem pedir algo para si próprias.
De acordo com Juci Nones, a mulher que quer aprender a negociar deve considerar a conquista dessa qualidade como um treinamento diário. “Desde que levantamos da cama estamos negociando alguma coisa com alguém, seja no trabalho, com o marido, com os filhos e até com a empregada. É importante aprender a fazer escolhas justas para todos, isso inclui também o seu desejo. Isso é negociar de forma assertiva. Quem só faz o que os outros querem não está negociando, está sendo condescendente”, avisa. Juci também salienta em seu livro “Viva o seu melhor”, inclusive, que é preciso potencializar nossa autoestima e autoconfiança diariamente para que estejamos ainda mais preparadas para lidar com a inconveniência e o desgaste que a falta delas pode nos proporcionar.
Algumas mulheres têm medo de negociar e serem comparadas aos homens. “Lembre-se que aprender a jogar não significa se tornar uma mulher de calças. Mas tirar partido das características femininas que podem tornar o jogo bem interessante”, avalia.
Atualmente, os estudiosos concordam que as mulheres devem crescer apoiadas em suas qualidades essencialmente femininas. “Ser emocional não é um problema desde que essa característica não permeie todos os seus atos. Os líderes que ouvem seus seguidores costumam ter trajetórias de sucesso. Porém, esse mesmo líder emocio  nal, no caso, a mulher, não pode chorar em uma reunião onde for pressionada. “O importante é ter foco”, avalia Juci.
 
Juci Nones é master coach trainer formada pelo Instituto Brasileiro de Coaching; International Association of Coaching Institutes; Global Coaching Community – Alemanha, European Coaching Association e Metaforum Internacional; graduada em Letras pela Uniasselvi; pós-graduada em Gestão de Pessoas com Coaching – IBC/Faculdades Darwing; practitioner em PNL – Licenciada pela Sociedade Internacional de PNL; analista comportamental – IBC/Solides; consultora empresarial nas áreas de atendimento, comunicação, oratória, desenvolvimento de líderes, potencialização de equipe e vendas; coach de vida, atendimento com qualidade, comunicação e oratória, liderança, vendas (individual e em grupo); escritora com quatro livros publicados; coautora do livro “Ser mais master coach”, publicado pela editora Ser Mais de São Paulo, em 2012 e seu último livro, lançado em maio, é “Viva o seu Melhor”.
Fonte: Panorama de Negócios
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