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Elas ocupam posições de destaque em seu meio, estudaram muito para chegar onde estão e tentam desbravar um mercado de trabalho altamente masculino. Lideram rankings das mais conceituadas revistas de negócios do mundo, mas, acima de tudo, pregam o tratamento igualitário de gênero e mostram que é possível ter mulheres na liderança de grandes empresas ao redor do mundo.

Abaixo, contamos um pouco da trajetória de 5 mulheres que hoje primam pelo profissionalismo nas companhias que dirigem. Em comum, um passado de investimento nos estudos e no trabalho focado na qualidade. Vamos a elas!

Sheryl Sandberg: a volta por cima

Há 10 anos ela é a diretora de operações do Facebook e já foi considerada a sexta mulher mais poderosa do mundo pela Revista Forbes (2013). Nem mesmo a morte de seu marido, vítima de infarto e com quem teve dois filhos, a fez esmorecer há três anos.

Pelo contrário. Foi a partir daí que Sheryl Sandberg lançou o livro Plano B, em que ela relata como é possível superar as adversidades, revertendo situações negativas em prol de um objetivo maior: a felicidade.

Formada em economia pela Universidade de Harvard e com MBA pela Harvard Business School, ela já dava seus primeiros passos como líder em 1990. Nesse ano, ela foi aceita como orientanda pelo professor de economia Lawrence Summers, que posteriormente tornou-se o economista-chefe do Banco Mundial.

Passando de chefe da equipe de Summers — que assumiu o cargo de secretário do Tesouro do governo de Bill Clinton — até alcançar o mercado de internet foi um pulo. Em 2001, Sheryl tornou-se vice-presidente de operações do Google, época em que a empresa decolou, transformando-se em uma das maiores do mundo.

E ela teve grande participação nisso. Sheryl Sandberg foi uma das responsáveis pela implantação do sistema de publicidade do Google, que gerou, apenas em 2015, US$ 67,4 bilhões. E é ele que ainda sustenta o buscador. Hoje, aos 48 anos, seu patrimônio líquido é estimado em US$ 1,6 bilhão, segundo a Forbes (2018).

Rachel Maia: quebra de barreiras

Diferentemente de Sheryl Sandberg, a brasileira Rachel Maia teve uma infância difícil. Dividia um frango inteiro com outras 10 pessoas da família nos almoços de domingo. Nascida em Cidade Dutra, na Zona Sul de São Paulo, dificuldade nunca foi problema para essa paulistana.

Aliás, ousadia era seu lema. Em 1990, o acerto da rescisão de uma vaga como contadora em uma loja de conveniência foi transformado em uma passagem para o Canadá e no pagamento de um curso de inglês. Nessa época, ela batalhou para conseguir uma vaga em uma escola pública canadense e iniciou uma trajetória de sucesso ao retornar para o Brasil.

Seu foco foi a indústria, onde atuou em uma farmacêutica e em uma marca de alto luxo, e se destacou pela liderança feminina que exerceu durante sete anos. Mas foi na Pandora — considerada a segunda maior fabricante de joias do mundo — que Rachel Maia passou a integrar um seleto grupo de executivos que participa de um programa global de liderança da companhia.

Além de ter vencido a barreira de gênero, ela quebrou estigmas raciais e comportamentais. É uma das poucas mulheres negras brasileiras a ocupar um cargo de destaque em uma multinacional.

Atualmente, além de ser uma das responsáveis pela expansão da Pandora, ela está na fila para adotar um menino. Mãe de Sarah Maria, de 8 anos, Rachel engravidou aos 40 anos, quando não tinha mais esperanças.

Vicki Hollub: bandeira feminina

Ela é a única CEO das grandes petroleiras representante do sexo feminino. Já trabalhou na Rússia, na Venezuela, no Equador e nos Estados Unidos, até se tornar a número um da Occidental Pretoleum, uma das gigantes do setor petrolífero.

Conhecida como a mulher que derrubou outras grandes na batalha pelo xisto nos Estados Unidos, Vicki faz discursos inflamados sobre a participação da mulher nos negócios e como elas querem apenas ter a oportunidade de se realizarem profissionalmente.

Formada em Engenharia de Minas pela Universidade do Alabama, ela se tornou CEO em 2016. Nessa época, ela se destacou em embates contra a Chevron e Exxon Mobil e foi uma das responsáveis por posicionar a Occidental Petroleum entre as 10 companhias com melhor desempenho no setor de energia do mundo.

Em mais de 3 décadas, ela ocupou inúmeros cargos gerenciais e posições técnicas em 4 continentes, nos setores de gás e óleo, nas áreas química e administrativa.

Mônica Herrero: foco na autoestima

Foi em 2012 que ela se tornou CEO Brasil da Stefanini, multinacional de tecnologia. Mas sua carreira na empresa começou bem antes — há 20 anos. Ela iniciou sua trajetória na área de tecnologia da informação, como funcionária do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), e, posteriormente, em bancos de investimento.

Formada em Matemática, com especialização em Administração de Empresas, ela se despontou em liderança e gestão, ao criar estratégias com base em valor para ajudar clientes a buscarem eficiência e sucesso nos negócios.

Mônica Herrero defende as diferenças entre homens e mulheres. Para a executiva, as inúmeras experiências é que proporcionam a diversidade de pensamento e de cultura no ambiente de trabalho.

Ela também ressalta a importância da autoestima feminina. Segundo a executiva, as mulheres precisam acreditar em si mesmas, especialmente ao galgar um alto posto em uma empresa.

Indra Nooyi: sem perder as origens

Na mais recente pesquisa divulgada pela revista Forbes (2017), ela ocupa a 11ª posição do ranking das 20 mulheres mais poderosas do mundo. E quem diria que Indra Nooyi queria ser cantora de rock.

Atual CEO da PepsiCo, segunda maior fabricante de refrigerantes do mundo, ela nasceu há 62 anos na Índia, em uma família de classe média. Aos 23 anos, mudou-se para os Estados Unidos, onde tornou-se mestre em Administração pela Universidade Yale, em Connecticut.

Na Pepsi, ela iniciou a carreira em 1994, como vice-presidente de planejamento estratégico, tendo, anteriormente, ocupado cargos na Motorola e no The Boston Consulting Group. Em 1997, encabeçou a consolidação das redes Pizza Hut, Taco Bell e KFC, até então deficitárias, que mais tarde tornaram-se a YUM, um dos braços mais lucrativos da gigante de refrigerantes.

Em 2000, ela mostrou ser uma negociadora nata ao comprar a Quaker, empresa proprietária da Gatorade. Até então, a Coca-Cola seria a compradora, mas a lentidão do processo fez com que a Pepsi investisse US$ 13,9 bilhões na manobra, ampliando o negócio e virando o mercado do avesso.

Primeira mulher a ocupar o cargo de CEO na companhia, Indra Nooyi imprimiu um padrão feminino ao fazer negócio, além de se vestir com sári — traje tradicional indiano — e usar o bindi — marca usada por hindus na região entre os olhos.

A indiana é casada com um executivo de uma consultoria norte-americana e mãe de duas filhas.

Exemplos de força e determinação, todas essas mulheres estão à frente de grandes conglomerados, desbravando um universo até então majoritariamente dominado por homens e mostrando que as mulheres na liderança de grandes companhias geram resultados positivos. Mas, não sem muito trabalho, foco e resiliência.

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