Mulheres comemoram dia delas com debate sobre inclusão

Mulheres comemoram dia delas com debate sobre inclusão

Mulheres comemoram dia delas com debate sobre inclusão – IBE Conveniada FGV lança o projeto Elas no Comando, com talk show que reuniu mais de 60 profissionais, ontem, em Campinas

Na última quinta-feira, 8 de março, no Dia Internacional da Mulher, a escola de negócios IBE Conveniada FGV reuniu um grupo de aproximadamente 60 pessoas, entre mulheres executivas, líderes, empreendedoras, mães, profissionais de diversos níveis hierárquicos, desempregadas e homens, para debater o assunto.

A pauta do evento incluiu o depoimento da vida e carreira de mulheres de destaque como a diretora para a América Latina da Caterpillar, Andrea Park e a gerente de regionais da ABRH-SP, Roberta Nunes. O Elas no Comando nasceu com objetivo de debater questões relativas à disparidade de gênero.

As experiências delas serviram como inspiração para as participantes. Teve muita risada, emoções e lágrimas nos diversos depoimentos do público participante.

Para a coach e professora de gestão de pessoas, Rosa Perrella, mediadora do talk show, o evento serve para dar voz às mulheres, muito mais do que apresentar problemas e buscar soluções conjuntas. “Por trás de milhares de mulheres que estão inclusas nas pesquisas há histórias que as pesquisas não contam”, afirma.

Andrea Park contou sua trajetória desde menina e os desafios de pertencer a uma família de imigrantes que estava à frente do seu tempo. “Para se ter uma ideia, minha avó era engenheira. Naquela época, isso era inimaginável”.

Escolheu a comunicação social, começou assistente mesmo sem nenhuma experiência anterior após uma entrevista em que a espontaneidade falou mais alto e conquistou posições de comando por ser mais dedicada que os engenheiros e mais estudiosa que a maioria.

Para ela, a palavra empoderamento feminino está sendo usada equivocadamente. “Não há necessidade de empoderar ninguém. As mulheres já são empoderadas. O que acontece é que elas fazem escolhas e têm o direito de fazerem. As outras pessoas precisam, no entanto, entender esse direito que elas possuem”.

Como psicóloga, Roberta Barbosa destacou que o perfil feminino, em geral, é menos impulsivo. Mas, que para avançar é preciso encarar os desafios sem receios. “Meu primeiro estágio aconteceu porque, mesmo sem eu sequer conhecer direito o RH em um tempo que as empresas não tinham o departamento, eu fiz um projeto com uma colega de turma e bati de porta em porta para apresentar”, conta.

Foi o salário daquele estágio que a sustentou na faculdade.

“As mulheres agem e reagem com base em critérios diferentes dos homens. Por este motivo, elas decidem sua carreira e a vida de acordo com o que estão vivendo. Dar ênfase à maternidade ou esperar mais para ter filhos, fazer a especialização agora ou viajar. Tudo para elas acontece de forma diferente”, diz.

Um dos poucos homens presentes no evento, Ely Bisso, diretor da Dorsey Rocha Consulting, explicou o lado masculino.

“As mulheres são contratadas por pensarem como mulheres, mas conforme avançam na carreira, esperamos e exigimos que elas pensem como homens. Quando enfim elas passam a agir como homens, então, cobramos delas atitudes diferentes. A verdade é que as mulheres estão desempenhando o papel que desejam e logo não teremos mais que ter essa discussão”.

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