Motivação, Inovação e criatividade em momentos decisivos
Leandro Garcia
A Copa para o brasileiro acabou. Passamos por um turbilhão de emoções como frustração, lágrimas, humilhação, piadas na Internet, quebra de recordes negativos e o que parecia impossível piorar aconteceu: a Argentina na final e com grandes chances de levar o título.
O mais interessante que pude analisar nesta Copa, não foi o fanatismo do povo brasileiro pelo futebol, mas o fanatismo das pessoas que não ligam ou não gostam de futebol, que acompanharam, vibraram, torceram a cada partida como se aquele jogo fosse, naquele momento, a coisa mais importante de suas vidas, onde os sonhos foram projetados numa equipe, que os mais entendidos de futebol achavam ser um milagre ter chegado tão longe.
Esse sonho acabou, e o que restou? Restou a vida de cada torcedor, de cada profissional que tem que levantar cedo, bater metas, trabalhar, estudar, pagar contas, movimentar este país.
Este momento é propício para exercitar a resiliência. (Resiliência é a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum).
Diariamente nos últimos meses acompanhamos na mídia os resultados negativos da indústria que muitos atribuem a Copa, um ano a ser esquecido. Porém temos mais cinco meses pela frente e temos que mudar este pessimismo e inovar, buscar inspiração e superar as barreiras.
Mas afinal o que é inovação? Ernest Gundling, autor do livro: The 3M Way to Innovation (tradução: O estilo de inovar da 3M), diz que inovação é mais do que uma ideia brilhante, é uma ideia que foi implementada e teve impacto real. Contudo, a indústria não pode depender do acaso e ficar a espera da inspiração e de uma onda de criatividade. Para que a inovação ocorra, é necessário que a empresa estimule o maior número de áreas, envolva seus funcionários e motive-os dentro e fora de suas instalações.
Colocando em uma equação matemática temos:
Inovação = motivação + criatividade + estímulos
No entanto a competitividade alcançada por meio da inovação logo volta ao seu ponto de partida devido aos concorrentes que copiam as boas práticas de benchmarking). Assim, dois caminhos podem conduzir a empresa à continuidade de sua existência.
O primeiro é fazer melhor aquilo que ela já faz e o segundo é fazer algo de modo diferente. Mas o desafio reside em percorrer ambos os caminhos de forma complementar.
Para promover à inovação as empresas devem estar organizadas de modo a serem altamente colaborativas e conectadas em rede. A estrutura deve favorecer a comunicação em todas as direções. Ao conectar os colaboradores (internos e externos), a equipe é motivada a criar interações e a cooperar como um todo.
Para que o processo de inovação seja permanente, é necessário estimular a mudança de cultura e o engajamento em prol da sobrevivência e adaptação da organização em um cenário cada vez mais competitivo e adverso.
Leandro Garcia é professor dos cursos de MBA, Pós-Graduação e do Programa CADEMP da IBE Conveniada FGV (Fundação Getulio Vargas).
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