Uma empresa de sucesso conhece bem seu negócio e, em momentos de crise, estuda as possibilidades de diversificação dentro de sua atuação, identificando e os talentos em seu quadro.

Em síntese, essa é a fórmula na visão de quem entende do assunto, o vice-presidente de Etanol, Açúcar e Bioenergia da Raízen, Pedro Mizutani.

Na noite de quinta-feira (10/04), ele falou sobre o tema para um público de 150 pessoas, que se reuniram na IBE Conveniada FGV de Piracicaba.

Formada pela joint venture das empresas Shell e Cosan — esta última fundada em Piracicaba em 1936 —, a Raízen é hoje uma das maiores empresas do país, não só em açúcar, etanol e bioenergia, mas também do setor estrutural.

Enfrentou momentos difíceis e neles encontrou oportunidades de crescimento, diversificando seus negócios. “Temos que ter a humildade de observar o mercado e não desmerecê-lo, enxergar na crise uma oportunidade. Não podemos, por exemplo, comprar ações quando todos estão comprando e os valores estão lá em cima. Essa visão é de empreendedorismo. Acreditamos no Brasil, na nossa história, temos amor por ela e isso nos leva a vencer”, disse o vice-presidente.

Mizutani ressaltou a necessidade de diversificar como o caminho do mercado. O sucesso depende também do foco no trabalho, de encontrar maneiras de distribuir o potencial de investimento dentro do próprio negócio. “Não adianta a Cosan começar a investir em hotéis e restaurantes, porque não é seu negócio. Dentro do nosso setor de infraestrutura, tem a logística, a distribuição, outras formas de diversificar. Pequenos agricultores, por exemplo, têm que continuar com o trabalho que conhecem, juntar com outros e criar escala para isso. Não adianta chorar e esperar a solução do governo, mas observar o parâmetro atual e criar oportunidades.”

Identificar os talentos da empresa é importante para agregar força para esse crescimento. “Há os que são feitos para serem executivos e não empreendedores. Eu me considero executivo. Já meu patrão (Rubens Ometto Silveira Mello) é empreendedor, é focado, corre riscos, acredita e escolhe os melhores talentos”, comentou.

O executivo fez uma análise sobre a geração Y, apontada como imediatista e que dificilmente permanece em uma mesma empresa por muito tempo. “É muito difícil conseguir segurá-los na organização, mas são pessoas de sucesso, porque arriscam, diferente das gerações mais antigas, que seguram um pouco mais e precisavam se formar primeiro para depois assumir riscos. É preciso aproveitar esses talentos jovens, cada empresa deveria ter em seu conselho uma pessoa jovem dessas, a geração de hoje é muito mais amadurecida e precisa ter oportunidades”, destacou.

Ainda sobre o empreendedorismo, Mizutani orientou o público a não ter medo de arriscar e buscar informações para atingir o mercado. “Não tem que perguntar para as pessoas se deve ou não abrir um negócio. Hoje o país sofre um problema conjuntural, tem um governo populista, que incentivou o consumo e faltam serviços. Criar uma empresa de serviços pode ser uma saída”, falou.

Fonte: Jornal de Piracicaba

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