O pesquisador Rodrigo Moura afirma que o consumo deve crescer menos neste ano e a procura por postos de trabalho deve cair, fortalecendo um movimento que já vem ocorrendo devido à queda da diferença entre população economicamente ativa (PEA) e população com idade ativa (PIA).

A baixa taxa de desemprego registrada no início de 2014 não pode ser vista de forma tão positiva. É o que apontam os especialistas do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE).

Os indicadores do IBRE mostram que o cenário para o mercado de trabalho já não se apresenta tão favorável. Além disso, a massa salarial real tem registrado crescimento mais lento que nos anos anteriores e o número de empregos tem apresentado expansão mais modesta.

Frente a esse cenário, o pesquisador Rodrigo Leandro de Moura afirma que o consumo deve crescer menos neste ano e a procura por postos de trabalho deve cair, fortalecendo um movimento que já vem ocorrendo devido à queda da diferença entre população economicamente ativa (PEA) e população com idade ativa (PIA). Entretanto, Moura acredita que o mercado tem chances de se recuperar. “A perspectiva para 2014 é que os indicadores de emprego e de renda se mantenham ainda aquecidos, em virtude da sazonalidade favorável da Copa do Mundo”, salienta.

Indústria

O setor que apresentou crescimento mais tímido no número de empregos foi o da indústria, que vem demitindo trabalhadores há algum tempo. “Apesar das políticas de incentivo do governo, a tendência é que a indústria perca espaço para serviços e comércio no próximo ano”, ressalta Rodrigo Moura. Segundo ele, somente a partir de 2015 – quando o novo presidente deverá tomar medidas de maior austeridade –, será possível saber se o mercado de trabalho sofrerá com a nova agenda econômica.

O economista também ressalta que ajustes fiscais são necessários para a melhora da economia, apesar de influenciar negativamente o mercado de trabalho no curto prazo. “Isso levará a um menor crescimento de renda e aumento de desemprego em 2015, mas é importante que o governo tome medidas para elevar a produtividade do trabalho, para que no médio e longo prazos possamos crescer mais e para que elevações adicionais da renda real sejam justificáveis”, conclui.

Fonte: FGV

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