Comércio

Melhora do emprego deve começar pelo setor do comércio – O desemprego deve continuar batendo recordes nos próximos meses com ajustes nos setores de serviços e comércio, que foram os últimos a desligar trabalhadores e devem ser os primeiros a contratar novamente.

A indústria, que começou a demitir antes dos demais segmentos, deve passar por uma estabilização no fim deste ano, enquanto na construção a recuperação efetiva só deve acontecer a partir de 2018, dizem especialistas.

As análises foram feitas a partir de sondagens que medem a proporção de empresas que preveem aumento menos diminuição no quadro de pessoal nos próximos três meses.

O melhor cenário de recuperação é estimado para o comércio, que, apesar de ter começado a demitir em 2015, contará com a melhora das condições de crédito quando o Banco Central passar a cortar juros, o que deve acontecer ainda neste ano, afirma Aloísio Campelo, economista do Ibre/FGV. “No comércio de bens duráveis, como eletrodomésticos, a recuperação deve vir no primeiro trimestre. Em não duráveis [alimentos], vai depender da entrada da massa salarial”, afirma.

Mais confiantes com a retomada do consumo, os empresários podem voltar a contratar ainda nos três primeiros meses do ano. “É o tempo de observarem dados mais sólidos de produção industrial e vendas no varejo”, afirma Rodolfo Margato, economista do Santander.

Em serviços, as demissões devem continuar acontecendo no último trimestre, mas melhoram no início de 2017.

Na indústria, a tendência é de estabilização das demissões. “Como o setor já fez um ajuste muito forte, está mais enxuto e mais preparado para encarar em termos de produtividade uma recuperação da economia. Eu não diria que vai continuar demitindo, mas que vai contratar muito pouco”, afirma Campelo.

Para o economista José Ronaldo Sousa Júnior, do Ipea, a melhora que vai acontecer nos próximos meses deve ser acompanhada de maior produtividade, o que vai melhorar a competitividade das empresas e pode minimizar a possibilidade de demissões no longo prazo, caso a indústria venha passe por novas crises.

Fonte: Folha de São Paulo

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