Líder especialista em relacionamentos

 Rosa Perrella
O líder especialista em relacionamentos está em constante aprendizado.
Aprender a não conviver com o pensamento único
Pensamento único faz parte de ambientes de trabalho onde não há lugar para a criatividade e inovação. Só reina a mediocridade e a mesmice.
Novamente recorro a dois importantes ensinamentos de Sylvio Zilber:
1 – “A pior idéia é a solitária”.
2 – “O pensamento único é quase sempre sinal de servilismo”.
As pessoas saudáveis mentalmente aprendem a conviver com opiniões e sentimentos contrários aos seus, dando inteligência às suas emoções, por mais difíceis que os momentos possam vir a ser.
Um gerente, que trabalhou diretamente com o falecido presidente da TAM, Comandante Rolim, afirmou em entrevista que uma das suas principais qualidades como líder era a de “ser curioso e atento a todas às opiniões diferentes das suas”.
Se a sua opinião como líder é normalmente a única a prevalecer, tome cuidado e comece a prestar atenção nos seus comportamentos. Provavelmente existem algumas coisas erradas na sua maneira de liderar pessoas. Não é possível, no mundo real, que as pessoas não tenham nenhuma opinião a respeito de como realizar determinados trabalhos, diferente da posição do líder. Neurônios existem na cabeça de todos nós. Não é privilégio apenas das pessoas que exercem a liderança.
Aprender que encontramos nas pessoas aquilo que procuramos.
Esta é uma questão fundamentalmente relacionada aos valores e as crenças pessoais.
Se nos ensinaram, durante a nossa trajetória da vida que: a maioria das pessoas quer tirar proveito próprio de todas as situações; a lei do menor esforço é a que impera na situação de trabalho; as pessoas somente estão interessadas em ganhar dinheiro; a iniciativa e criatividade são privilégios de uma minoria especial de pessoas; as pessoas resistem brutalmente às mudanças e que os líderes precisam empurrá-las, fatalmente isso terá reflexos diretos na maneira e forma como os líderes vão tratar os seus colaboradores. O líder que assim pensa e age, irá encontrar, no seu dia-a-dia, pessoas exatamente iguais àquelas que correspondem aos valores por ele apregoados. E ficará muito feliz e radiante por ter conseguido encontrar exatamente aquilo que estava previamente procurando.
Lembre-se que os “deuses” sempre nos dizem sim. Eles evitam nos contrariar.
Picasso também dizia algo semelhante: “Se você está procurando, é porque já encontrou!”.
Na realidade do dia-a-dia encontramos muitos líderes que adotam comportamento prescritivo, preconceituoso e dogmático a respeito de pessoas e de grupos. Tenho visto que muitos deles mudaram o “vocabulário” no trato com seus “colaboradores” (já não dizem mais “subordinados”), depois de freqüentarem programas de treinamento tradicionais de liderança, mas permanecem com as mesmíssimas premissas de valores a respeito de gente. De nada adianta!
Líderes são pessoas que acreditam, genuína e autenticamente, não ingenuamente, que as pessoas podem crescer, se desenvolver e contribuir, se estiverem sendo lideradas como pessoas potencialmente interessadas e contributivas.
Tenho expectativas de que esses comentários contribuam para que os líderes reflitam sobre como andam conduzindo seus diversos relacionamentos, tanto na vida pessoal e profissional.
Rosa Perrella é consultora em gestão de pessoas, coaching e mentoring organizacional, palestrante e professora nos cursos de Pós Graduação e de Capacitação Gerencial na IBE FGV Campinas. Especialista em gestão de lideranças e desenvolvimento de equipes.  Mestranda em Educação, formada em Administração,  com  MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores pela IBE Conveniada FGV Campinas, além de Pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios, Psicologia Transpessoal, Marketing Empresarial, Gestão de Pessoas e Negociação Avançada.

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