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Lições de 2015 para sua carreira em 2016, segundo a especialista do CEO FGV

 

Como foi a evolução da sua carreira em 2015? Não estou falando de metas alcançadas, de promoção, de melhoria nos resultados. Estou falando de uma evolução interna ligada a aprendizado, crescimento pessoal, novos desafios enfrentados, competências adquiridas ou desenvolvidas, superação de desafios.

Apesar de a virada do ano não representar na prática nada além de um dia após o outro, sabemos que ela carrega um efeito emocional e simbólico importante, um fechamento de ciclo para início do outro.

É como se nos fosse concedida a oportunidade de começar uma nova vida, com novas chances nas relações e no trabalho. Esse clima de zerar as contas traz consigo uma boa dose de fôlego e torna propício o momento para um mergulho profundo nos aprendizados do ano anterior e para projetarmos o futuro a curto, médio e longo prazo. É hora de pensar se amadurecemos e se conseguimos cumprir com aquilo que nos propusemos em 2015.

Sei que este último não foi um ano fácil para a maioria das pessoas e, especialmente, para o país. O clima pesado tomou conta dos ânimos e só o que ouvíamos era a expectativa de que 2015 acabasse logo. Mas não acredito que o ano não tenha trazido também algumas coisas boas.

E, nesse sentido, algumas reflexões são essenciais. Um exemplo: será que melhoramos a nossa capacidade de relacionamento durante o ano? Se, a partir desta reflexão, o indivíduo constata que suas relações pioraram, ou que sua visibilidade no mercado diminuiu, ou que não incorporou aprendizados ao longo deste ciclo, é hora de rever o seu direcionamento de carreira.

Esta é uma época do ano em que ficamos mais próximos dos nossos sentimentos e valores. Questionamos o significado de nossas vidas, e todos param, nem que seja por poucos instantes, para pensar no rumo a ser tomado. Surgem fortemente questões pessoais como tempo de dedicação à família, cuidado com a saúde, administração das finanças pessoais, crescimento espiritual.

Mas e o seu planejamento de carreira? Está sendo pensado da mesma forma? Dedique um tempo ao autoconhecimento. E se durante este contato interno, o sentimento for de inquietação, procure aprofundar a reflexão para entender o que está em conflito com a sua integridade. Se a sensação é de felicidade diante dos resultados alcançados no ano, certifique-se de que está confortável e seguro para revalidar as direções no próximo ciclo.

O recomendável seria você investir, na sua autoanálise, o dobro do tempo que direciona à revisão de planos e metas para sua organização. E a falta de tempo não pode ser uma desculpa se você for realmente prioridade na sua própria vida.

Fonte: Vichy Bloch, palestrante do CEO FGV Internacional, módulo Liderança e Alto Desempenho

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