Jovens Líderes

Jovens líderes precisam buscar apoio de colegas nas empresas – Um dos maiores desafios da geração Y alcançar cargos de chefia é lidar com os subordinados mais velhos.

Enquanto os “millenials” têm pressa para obter resultados, funcionários das gerações anteriores tendem a ser ser mais cautelosos.

Para que o impasse não se instale, o jovem gestor deve demonstrar habilidade suficiente para garantir o apoio dos colegas de trabalho.

Paulo Fernandes, 37, CEO da Ablab, empresa de marketing digital, diz que a conquista do respeito vem menos pela experiência e mais pela capacidade de gestão.

De acordo com ele, ascender a um cargo de chefia não dá automaticamente “acesso fácil aos colegas”. “É preciso merecer esse espaço de líder”, diz Fernandes.

Henrique Garrido, 24, teve de buscar o apoio da equipe em 2015, uma semana depois de assumir o cargo de diretor de operações da NeoAssist, empresa de soluções para atendimento ao consumidor.

Os sócios tinham viajado, e ele se viu sozinho à frente da organização.

“Tive de me aproximar para saber quem eram as pessoas e deixar que conhecessem minha história. No começo me apavorei, mas foi uma boa sacada porque não tinha para onde fugir”, diz.

Para o coordenador acadêmico do MBA em gestão estratégica de pessoas da FGV-SP, Edmarson Bacelar Mota, é comum que funcionários mais velhos tenham dificuldade de receber ordens dos executivos da geração Y.

“O mais jovem tem o desafio de mostrar que está focado no resultado”, afirma.

FRUSTRAÇÃO E ANSIEDADE

O presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching, Sulivan França, diz que o senso de urgência da geração Y pode não ser bem compreendido por todos. “É preciso entender que as coisas não acontecem sempre como se quer. Essa geração não tem muita habilidade para lidar com frustrações.”

Garrido, que abriu uma empresa quando tinha apenas 17 anos, admite que sua geração é ansiosa.

“Vejo uma galera muito nova que se frustra porque o trabalho não está tão divertido e aí pede para trocar. Em um ano, foram três empregos e nenhuma experiência”, afirma o jovem executivo.

Já o consultor Rogério Chér, professor da FGV-SP e mentor da Endeavor, encara essa ansiedade de uma forma mais positiva. Para ele, a pressa e a ambição dos “millenials” não são necessariamente um problema.

“Essa geração não está interessada na busca da felicidade, mas na felicidade da busca. Quem disse que trabalho não pode ser divertido?”

Fonte: Folha de São Paulo

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