Investir em pessoas

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ROBSON PANIAGO é Administrador Tecnológico & Social

As principais ações realizadas pela área de gestão de capital humano (recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho, remuneração e benefícios, pesquisa de clima e projetos de melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho, entre outros fatores) devem contribuir para a realização das metas organizacionais.

Um de seus principais “produtos” é a garantia de que a empresa possa construir um conjunto de talentos humanos, identificado com sua missão, valores e visão de futuro, portanto, consequentemente, disposto a ajudá-la a atingir seus objetivos com lucro e responsabilidade social, podendo cumprir compromissos tanto com sua clientela (externa), quanto junto à sua equipe (clientes internos).

Desenvolver a missão e a visão faz parte do planejamento da organização, que se divide em três tópicos a serem trabalhados: operacional, tático e estratégico. O estratégico é pensar a empresa 5, 10, 20, 30 anos à frente. Deve-se conhecer a técnica, desenhar cenários e prospectar o que pode acontecer no seu mercado. Um artigo interessante para isso é ‘Miopia em Marketing’, por Theodore Levitt.

O planejamento tático significa chamar todo o pessoal no mês de outubro ou novembro e planejar o que vai acontecer no próximo ano. Para isso usamos o BP – Balanço Patrimonial (Bens, direitos e obrigações) e DR – Demonstrativo de Resultado. Quando chegar o próximo ano, estarão sendo cobrados pelo que ocorreu e planejando o próximo ano.

O operacional significa caminhar no dia a dia para que planejamentos possam ser atingidos. E se faz necessário que todas as áreas (marketing, finanças, produção, recursos humanos etc.) possam interagir e conversar língua semelhante na busca dos mesmos objetivos.

Um processo de recrutamento de pessoas visa pesquisar, dentro e fora da organização, candidatos potencialmente capacitados para preencher os cargos disponíveis, sendo que um recrutamento inadequado pode trazer diversos prejuízos, entre os quais um alto índice de rotatividade de pessoal (“turnover”), um aumento substancial nos custos e um ambiente de trabalho comprometido, com funcionários pouco qualificados para o pleno exercício de suas funções.

Empresas preocupadas com seus colaboradores conseguem demonstrar que o custo de melhorias na verdade não é e nunca foi custo, mas sim investimento. Investir em pessoas significa colher resultados no curto, médio e longo prazo, pois pessoas dão retorno desde que se sintam comprometidas com o negócio. Esse compromisso é algo que deve ser conquistado pelos executivos que são eficientes e eficazes.

 

ROBSON PANIAGO é Administrador Tecnológico & Social. E-mail: robson.paniago@fgv.br – See more at: http://www.jj.com.br/colunistas.asp?codigo=326#sthash.GSKAaDc2.9gX2PQja.dpuf

 

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