Mulher Com Máscara Se Protegendo Do Coronavírus Covid-19

Uma pandemia mundial inesperada. Impactos econômicos e sociais em escala global. O novo coronavírus que causa a doença Covid-19 já ocasionou pelo menos 14.582 mortes em todo o mundo desde que apareceu em dezembro, de acordo com um balanço estabelecido com base em fontes oficiais, no dia 22 de março, às 17h00 GMT (15h00 horário de Brasília).

Mas, o que nós precisamos saber de fato? Como pautar nossas vidas daqui em diante? Como gerenciar as crises das nossas empresas? Como gerir nossa mão-de-obra? O fato é que estamos diante de uma nova realidade que precisamos enfrentar sob pena de pagar com a vida. Você, sua família e sua empresa estão preparados? Acompanhe nosso conteúdo diário para ficar por dentro das notícias mais relevantes em tempos de coronavírus.

Por que este vírus está contaminando tantas pessoas?

Muitas questões seguem indefinidas, mas preparamos um compilado com diversas informações relevantes sobre a doença que já fez milhares de mortes em todo o mundo e assusta a economia mundial devido aos reflexos causados pelo epicentro dos casos, na China.
Mas, antes de prosseguir com a leitura, destacamos que o vírus está ativo e para não ser contaminado e transmitir a doença, ou na pior das hipóteses ser uma vítima fatal, pedimos que siga as recomendações das autoridades de saúde.

Como se prevenir da doença?

Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar bem as mãos (dedos, unhas, punho, palma e dorso) com água e sabão, e, de preferência, utilizar toalhas de papel para secá-las.

Além do sabão, outro produto indicado para higienizar as mãos é o álcool gel, que também serve para limpar objetos como telefones, teclados, cadeiras, maçanetas, etc. Para a limpeza doméstica recomenda-se a utilização dos produtos usuais, dando preferência para o uso da água sanitária (em uma solução de uma parte de água sanitária para 9 partes de água) para desinfetar superfícies.

Utilizar lenço descartável para higiene nasal é outra medida de prevenção importante. Deve-se cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Também é necessário evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.
As medidas gerais válidas, a partir de 13 de março a todos os estados brasileiros, incluem:

– o reforço da prevenção individual com a etiqueta respiratória (como cobrir a boca com o antebraço ou lenço descartável ao tossir e espirrar), e,
-o isolamento domiciliar ou hospitalar de pessoas com sintomas da doença por até 14 dias, além da recomendação para que pacientes com casos leves procurem os postos de saúde.

As unidades de saúde, públicas e privadas, deverão iniciar a triagem rápida para reduzir o tempo de espera no atendimento e consequentemente a possibilidade de transmissão dentro das unidades de saúde.

Confira a situação do coronavírus em Campinas, segundo informou o portal G1 neste dia 18 de março

Campinas confirma 9º caso de infecção pelo novo coronavírusneste dia 22 de março. A cidade ainda contabiliza 39 casos descartados e 253 em investigação.Casos confirmados de Covid-19 na região
Valinhos – 3
Jaguariúna – 1
Hortolândia – 1
Paulínia – 1

Em Campinas, dos nove casos confirmados até o momento, dois pacientes estão internados em hospitais da cidade, mas em bom estado de saúde, informou a prefeitura. Uma mulher de 48 anos está internada no Hospital da PUC e o quadro dela é estável e tem apresentado melhora. A prefeitura não deu detalhes, nem local de internação da outra pessoa infectada pela doença. A cidade investiga 253 casos suspeitos da Covid-19.

Em relação aos casos suspeitos, o HC da Unicamp tem seis pacientes internados, sendo três adultos – todos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e três crianças – duas na UTI Pediátrica e uma na enfermaria.

Casos só são oficialmente reconhecidos como suspeitos após confirmação da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo que, no entanto, só tem informado detalhes de pacientes que testam positivo para a Covid-19.

Casos confirmados

O primeiro caso positivo para coronavírus em Campinas foi confirmado em 13 de março. Trata-se de uma moradora da capital paulista, que estuda medicina na faculdade São Leopoldo Mandic. De acordo com a prefeitura, a aluna teria circulado pela cidade e 130 pessoas que tiveram contato com ela estão sob monitoramento – pelo menos dois deles foram incluídos na lista de casos suspeitos.
Já o segundo é o de mulher de 48 anos, que viajou por vários países da Europa e retornou ao Brasil em 8 de março. Segundo a Secretaria de Saúde, este é o caso mais grave, e a paciente está internada desde o dia 16 na UTI do Hospital PUC-Campinas. Ela apresenta quadro estável. O marido e o filho da paciente são monitorados.

Veja o status da cidade no momento:

– Campinas espera aval para usar estrutura como hospital de pacientes com coronavírus
– Acic sugere turnos alternados e cautela para evitar desabastecimento
– Shoppings de Campinas mudam horário de funcionamento para conter coronavírus
– Cartórios eleitorais de Campinas restringem atendimento somente a casos excepcionais
– Cirurgias eletivas (agendadas) estão suspensas
– Prefeitura disponibiliza telefone 160 para atendimentos sobre o novo coronavírus
– Pessoas poderão solicitar atestados médicos por telefone ou remotamente
– Museus e teatros estão fechados; prefeitura recomenda que iniciativa privada faça o mesmo
– Estão suspensas férias e licença-prêmio de profissionais da saúde
– Serviços de convivência de idosos serão suspensos na cidade a partir do dia 23
– Os locais de atendimento às pessoas em situação de rua permanecem funcionando
– Restrição no acesso do público ao Paço Municipal – só será permitido caso seja necessário e autorizado pela secretaria procurada

Perguntas e respostas sobre o coronavírus

Abaixo, confira o que se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre as seguintes questões:
(Todas as respostas abaixo estão de acordo com o site Bem Estar (Globo) e Saúde (Abril), além do Ministério da Saúde e OMS Organização Mundial de Saúde.

#1 – Qual é a origem do vírus?

O novo vírus é apontado como uma variação da família coronavírus. Os primeiros deles foram identificados em meados da década de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde. O nome do vírus não foi definido pela organização. Temporariamente, na ocasião, recebeu a nomenclatura de 2019-nCoV. A doença provocada pela variação originada na China só foi nomeada oficialmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como COVID-19, em 11 de fevereiro de 2020. Ele deriva de uma espécie conhecida anteriormente como o SARS-CoV, que passou por uma mutação genética e por isso foi denominado SARS-CoV-2.

Uma das questões que permanece é que ainda não está claro como ocorreu a mutação que permitiu o surgimento do novo vírus.

Outras variações mais antigas de coronavírus, como SARS-CoV e MERS-CoV, são conhecidas pelos cientistas. Eles também chegaram aos humanos por contato com animais: gatos, no caso da Sars, e dromedários, no vírus Mers.

#2 – Onde e quando surgiram os primeiros casos da pandemia?

A OMS emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan. A metrópole chinesa, com 11 milhões de habitantes, é a sétima maior cidade da China e a número 42 do mundo. O tamanho é comparável com a cidade de São Paulo, que tem mais de 12 milhões de habitantes.
O surto inicial atingiu pessoas que tiveram em comum a passagem por um mercado de frutos do mar em Wuhan. A coincidência despertou a suspeita de que a transmissão desta variação de coronavírus ocorreu entre animais marinhos e humanos. Depois disso, o mercado foi fechado para limpeza e desinfecção.

(G1) – Cronologia da expansão do novo coronavírus descoberto na China

#3 – O que é responsável pela transmissão?

Ainda não se sabe como se deu a primeira transmissão para humanos, e esta é a principal dúvida sobre a doença.
A suspeita é que tenha sido por algum animal silvestre. O tipo de animal e forma como a doença foi transmitida ainda são desconhecidos. Uma hipótese é que o novo vírus esteja associado a animais marinhos. Entretanto, ao menos duas pesquisas apontam outras possibilidades: uma delas cita uma cobra chinesa que pode ter carregado a nova cepa do coronavírus e, outra, os morcegos.
Os vírus respiratórios se espalham pelo contato, por isso a importância da prática da higiene frequente, a desinfecção de objetos e superfícies tocados com frequência, como celulares, brinquedos, maçanetas, corrimão, são indispensáveis para a proteção contra o vírus. Até mesmo a forma de cumprimentar o outro deve mudar, evitando abraços, apertos de mãos e beijos no rosto. Essas são as maneiras mais importantes pelas quais as pessoas podem proteger a si e sua família de doenças respiratórias, incluindo o coronavírus.

#4 – Onde estão centralizados os casos?

A maioria dos casos está na China, mas há registros em dezenas de países em 4 continentes.
Na China, a doença foi registrada em todas as províncias do país, incluindo o Tibete, a última a registrar casos. A maior parte dos infectados estão na província central de Hubei.
Depois da China, a Itália é o país mais castigado pelo vírus. No dia 17 de março foram registadas mais 345 mortes no país, totalizando 2503 óbitos até agora. No país, são 31.506 pessoas infectadas até agora, das quais 26.062 ainda estão doentes. O país está de quarentena como medida drástica para evitar que o vírus continue infectando.
Mas, o ritmo de cada país é diferente. Japão, Hong Kong e Singapura viram crescer as infecções de maneira paulatina desde janeiro. Na Europa, os casos dispararam rapidamente.
Em janeiro, o novo coronavírus (SARS-CoV-2) estava concentrado na China, e só alguns casos chegavam a outros países, através de pessoas infectadas que viajaram de avião ou navio. No final daquele mês, já eram 10.000 infectados na China e em outros 129 países.
Em fevereiro começaram os registros de vários surtos na Coreia do Sul, Itália, Alemanha e Espanha. Hoje, já há casos confirmados no Brasil – país que teve a primeira morte confirmada no dia 17 de março – e na maior parte da Ásia, Austrália, América do Norte e Europa. Em 11 de março, a Organização Mundial da Saúde declarou o novo coronavírus (Covid-19) como uma pandemia global.

(El País) Veja o mapa do coronavírus: como aumentam os casos dia a dia no Brasil e no mundo

#5 – Onde ocorreu a primeira morte?

A primeira morte foi registrada na China, em 9 de janeiro – onde também teve início o primeiro surto da doença. Um homem de 61 anos foi a primeira vítima. O paciente foi hospitalizado com dificuldades para respirar e pneumonia grave, e morreu após uma parada cardíaca. Naquele momento, 41 pessoas já haviam se infectado.

#6 – Como ocorre a transmissão?

As pesquisas apontam que a primeira transmissão ocorreu de animal para humano. E depois passou a ocorrer de pessoa para pessoa. O que ainda precisa ser esclarecido, de acordo com o infectologista Leonardo Weissmann, é a capacidade de transmissão.
“O vírus é da mesma família dos coronavírus, mas, por ser novo, não se sabe quão contagioso ele é. Sabemos só que as pessoas foram até o mercado da China. Mas qual é o nível de contágio? Pode ser só via aérea, secreções?”, questiona o infectologista.
Cientistas do Colégio Imperial de Londres estimaram que a taxa de transmissão do novo coronavírus entre humanos é de duas a três pessoas para cada paciente infectado. O relatório, divulgado em 25 de janeiro, é preliminar e foi feito a partir de modelos computacionais baseados em dados de epidemias anteriores.
Outro ponto ainda a esclarecer está relacionado ao perfil dos pacientes. Ao menos três estudos científicos já divulgados apontam que homens idosos com problemas de saúde são os mais vulneráveis. A idade média das primeiras vítimas era de 75 anos, segundo o Comitê Nacional de Saúde da República Popular da China. Enquanto isso, um artigo divulgado na sexta (24) na revista “The Lancet” mostra que a maioria dos sobreviventes tem até 49 anos e é saudável.

#7 – Quais são os sintomas?

Foram identificados sintomas como febre, tosse, dificuldade em respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave.

(G1) Infecções por novo coronavírus se espalham mais rápido, mas matam menos que Sars e H1N1

#8 – É um vírus que vem pra ficar ou vai ‘desaparecer’?

Não se sabe ainda. Alguns vírus, como o da catapora, não voltam a causar a doença novamente após uma primeira infecção. No caso do vírus da zika, por exemplo, o corpo responde e a mesma pessoa não passa a ser afetada novamente, o que gera uma redução natural no número de casos. A ciência ainda precisa estudar se o Covid-19 gera uma resposta imune definitiva ou se uma pessoa pode ser infectada mais de uma vez.

#9 – Há vacina disponível?

Ainda não há vacina disponível. A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) – grupo internacional para o controle de doenças – anunciou um fundo para apoiar três programas de desenvolvimento de vacinas contra o novo coronavírus. A Rússia também informou que busca uma vacina para o vírus. Um grupo de cientistas americanos anunciou que deve começar a testar as vacinas em três meses.

#10 – Qual é o status de transmissão entre países?

A Organização Mundial da Saúde declarou que vivemos uma pandemia do novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2. “Nas últimas duas semanas, o número de casos de Covid-19 [doença provocada pelo vírus] fora da China aumentou 13 vezes e a quantidade de países afetados triplicou. Temos mais de 118 mil infecções em 114 nações, sendo que 4.291 pessoas morreram”, justificou Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS em 10 de março.
A definição de pandemia não depende de um número específico de casos. Considera-se que uma doença infecciosa atingiu esse patamar quando afeta um grande número de pessoas espalhadas pelo mundo. A OMS evita usar o termo com frequência para não causar pânico ou uma sensação de que nada pode ser feito para controlar a enfermidade.
Mas como esse anúncio interfere no manejo do novo coronavírus?
Na verdade, ele serve apenas como um alerta para que todos os países, sem exceção, adotem ações para conter a disseminação do problema e para cuidar dos pacientes adequadamente. Não se trata, portanto, de um novo pacote de diretrizes — as recomendações da entidade seguem as mesmas.
“Estamos chamando todos os países para ativar e intensificar mecanismos emergenciais de resposta, buscar casos suspeitos, isolar, testar e tratar todo episódio de Covid-19, além de traçar as pessoas que tiveram contato com ele”, afirmou Ghebreyesus. “Preparem-se, detectem, protejam, tratem, reduzam o ciclo de transmissão, inovem e aprendam”, resumiu.
Segundo a OMS, há uma preocupação com os níveis de disseminação e com a inatividade de certos países.
No Brasil, o Ministério da Saúde vem anunciando diferentes medidas para intensificar a vigilância, o diagnóstico e o tratamento do novo coronavírus. Postos de saúde poderão ficar abertos por mais tempo, exames que detectam a presença do Sars-Cov-2 estão sendo ampliados para mais indivíduos, a campanha de vacinação contra gripe foi antecipada e por aí vai.

O fechamento de escolas, a suspensão de competições esportivas profissionais e outras medidas mais radicais já foram anunciadas.
“Ainda podemos afetar o curso dessa pandemia. Se não tentarmos controlá-lo, o coronavírus vai sobrecarregar os sistemas de saúde. Mas adotando medidas de contenção, no mínimo daremos tempo para os sistemas manterem o controle da situação”, concluiu Michael Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências da OMS.

Vendas no Brasil estão prejudicadas?

Basicamente, com a alta de dólar, os preços na ponta podem sofrer variações e isso influencia diretamente no consumo. Uma consultoria chinesa especializada na produção de suprimentos, a Trendforce já apresentou um relatório onde aponta que a produção de smartphones no primeiro trimestre de 2020 deve cair 12% comparado ao mesmo período do ano passado.
Segundo o portal E-commerce, no Brasil, um dos itens mais vendidos é o smartphone, então como não teríamos impactos nas vendas desses produtos?
Outras categorias como monitores, TV’s e notebooks também sofrerão com a produção. Ainda de acordo com a Trendforce, haverá uma redução de milhões dessas unidades – que também estão entre as mais buscadas e vendidas no Brasil. Algumas grandes fabricantes como LG, Samsung e Motorola já tiveram parte da produção suspensa pela falta de suprimentos e componentes eletrônicos que são importados da China. A alternativa foi dar férias coletivas no caso da fábrica da LG em Taubaté (SP).
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 50% das empresas associadas já sofrem com o recebimento de materiais da China.
Apesar de existir uma oportunidade sobre a produção nacional para atender a demanda afetada pelo vírus, ainda assim teremos impactos por consequência da influência mundial na economia, com variações do dólar, falta de suprimentos única e exclusivamente produzidos na China com um custo exclusivo da mão de obra chinesa, que é muito baixo, a exportação de
O fato é que a pandemia já tem impactos mais severos lá fora, nos países mais atingidos e que, se não houver um plano maior de contingencia mundial, sentiremos cada vez mais em toda a cadeia de vendas brasileira.

Governo anuncia comitê de crise

O governo federal anunciou, em 16 de março, a criação de um “comitê de crise” para supervisionar e monitorar os impactos do novo coronavírus. De acordo com o Palácio do Planalto, o grupo será formado por ministros do governo federal para dar assessoria ao presidente e atuar na “articulação da ação governamental em matéria de Covid-19”, a doença causada pelo vírus.
A decisão foi tomada após o presidente Jair Bolsonaro se reunir com seus ministros de áreas como saúde, economia, infraestrutura e desenvolvimento regional. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União. Ainda segundo o Planalto, os trabalhos serão coordenados pelo ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto, que trabalhará em coordenação com o Grupo Executivo Interministerial de Emergência em Saúde Pública, que também reúne ministros e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

XP Investimentos analisa os impactos nas empresas brasileiras

As preocupações quanto aos impactos econômicos do coronavírus têm escalado rapidamente. Apesar de até agora as preocupações terem vindo do cenário global, no Brasil a situação já passa a preocupar. O rápido aumento no número de casos no país, e principalmente em São Paulo, impactou no fechamento de escolas, cancelamento de eventos e de aglomerações, e aumentado fortemente as restrições de movimentação de pessoas em algumas cidades.
Essas restrições irão ter impacto inevitável na economia brasileira, e o governo já anunciou medidas extraordinárias para tentar conter os impactos na economia.

Veja o relatório detalhado da XP Investimentos sobre os impactos e os principais riscos aos negócios aqui.

Governo Brasileiro anuncia medidas

O Governo Brasileiro e o Banco Central seguem estudando medidas para fazer frente aos efeitos do coronavírus sobre a economia brasileira e sobre a estabilidade de condições de crédito e financeiras. Segue abaixo um breve compilado das principais medidas que circularam até o momento. Veja como está o cenário político em relação à pandemia:

BANCO CENTRAL: MEDIDAS ANUNCIADAS

(1) Crédito: Facilitou renegociação de operações de créditos de empresas e de famílias que possuem boa capacidade financeira e mantêm operações de crédito regulares e adimplentes em curso. A medida dispensa os bancos de aumentarem o provisionamento no caso de repactuação de operações de crédito que sejam realizadas nos próximos 6 meses. Estima-se que aproximadamente R$ 3,2 trilhões de créditos sejam qualificáveis a se beneficiar dessa medida.
(2) Crédito: Expandiu a capacidade de utilização de capital dos bancos a fim de que estes tenham melhores condições para realizar as eventuais renegociações (no âmbito da primeira medida) e de manter o fluxo de concessão de crédito. A medida permite aumentar a capacidade de concessão de crédito em torno de R$ 637 bilhões em um ano.

BANCO CENTRAL: MEDIDAS EM CURSO

(1) Medidas regulatórias (sem maiores informações até o momento).
(2) Compulsório: Redução do recolhimento compulsório, hoje em torno de R$ 400 bilhões. Em entrevista, o ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu que a redução poderia ser de aproximadamente R$ 135 bilhões.
(3) Câmbio: US$ 360 bilhões de reservas internacionais servirão para assegurar a liquidez em moeda estrangeira e regular o funcionamento do mercado de câmbio.
(4) Monetário: corte de juros.

GOVERNO: MEDIDAS ANUNCIADAS

(1) INSS/Consignado:
(1.1) Antecipação para abril do pagamento de 50% do 13º salário aos aposentados e pensionistas do INSS. Estima-se que a medida tenha impacto de R$ 23 bilhões.
(1.2) Antecipação da segunda parcela do 13º de aposentados e pensionistas do INSS para maio (impacto estimado de R$ 23 bilhões).
(1.3) Projeto de lei para aumentar a margem do empréstimo consignado, atualmente em 35% do salário dos aposentados, será apresentado em breve.
(1.4) Suspensão da prova de vida dos beneficiários do INSS por 120 dias.
(2) Importações:
(2.1) Ministério da Saúde definirá lista de produtos médicos e hospitalares importados que terão preferência tarifária.
(2.2) Redução a zero das alíquotas de importação para produtos de uso médico-hospitalar (até o final do ano) e desoneração temporária de IPI para bens listados importados e produzidos internamente que sejam necessários ao combate ao Covid-19.
(2.3) Preferência tarifária de produtos de uso médico-hospitalar e priorizar o desembaraço aduaneiro desses produtos.
(3) Fiscal:
(3.1) Será aberto crédito extraordinário de R$ 5 bilhões para o Ministério da Saúde. Apesar de não ferir o do teto de gastos, a medida terá impacto negativo sobre o resultado primário.
(3.2) Reforço ao Bolsa Família: destinação de recursos para ampliar o número de beneficiários – inclusão de mais de 1 milhão de pessoas (impacto estimado de até R$ 3,1 bilhões).
(3.3) Diferimentos: Diferimento do prazo de pagamento do FGTS por 3 meses (impacto previsto de R$30 bilhões) e da parte da União no Simples Nacional por 3 meses (impacto estimado de R$ 22,2 bilhões).
(3.4) Sistema S: Redução de 50% nas contribuições do Sistema S por 3 meses (R$2,2 bilhões).
(4) Bancos Públicos: Mais R$5 bilhões de crédito do PROGER / FAT para Micro e Pequenas empresas.
(5) Pis/Pasep: valores não sacados serão transferidos para o FGTS para permitir novos saques (impacto estimado de até R$ 21,5 bilhões).
(6) Abono salarial: Antecipação do abono salarial para junho (impacto estimado de R$ 12,8 bilhões).
(7) Simplificações:
(9.1) Simplificação das exigências para contratação de crédito e dispensa de documentação (CND) para renegociação de crédito.
(9.2) Facilitar o desembaraço de insumos e matérias primas industriais importadas antes do desembarque.
(8) DPVAT: Destinação do saldo do fundo do DPVAT para o SUS (impacto previsto de R$ 4,5 bilhões).
(9) Comitê de crise: o presidente Jair Bolsonaro anunciou a criação de um comitê de crise, que será coordenado pela Casa Civil e atuará conjuntamente com o Grupo Executivo Interministerial de Emergência em Saúde Pública.

GOVERNO: MEDIDAS EM CURSO

(1) INSS/Consignado: redução do teto dos juros do empréstimo consignado e a ampliação do prazo máximo das operações também estão sendo consideradas.
(2) Flexibilização da meta fiscal: O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que, caso seja necessário garantir mais recursos à Saúde, o governo poderá flexibilizar a meta fiscal de 2020, que atualmente permite um déficit de até R$ 124,1 bilhões. De acordo com o secretário, as medidas devem ficar restritas apenas a 2020 e não devem comprometer o teto de gastos.

Veja as medidas anunciadas pelo governo com atualizações diárias da XP Investimentos aqui.

IBE Conveniada FGV.

Your compare list

Compare
REMOVER TODOS
COMPARE
0