Apesar de as projeções para este ano apontarem taxa de desemprego em torno de 6%, contra os 5,5% esperados para 2013, o mercado de trabalho não deve sofrer impactos significativos e, assim, inicia o ano aquecido. Essa é a previsão feita por Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE) com base no Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) e no Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) de dezembro, que, na comparação a novembro, tiveram crescimentos de 2,1% e 1,2%, respectivamente. “Os resultados apontam melhora na geração de emprego no atual momento, em que ela está baixa. Isso pode ser uma boa notícia porque temos visto que o número de pessoal ocupado vem diminuindo”, destaca ao lembrar que a estagnação da economia é medida pela População Economicamente Ativa (PEA).

O pesquisador lembra que apesar de cenários político e econômico não muito propício, é também um período em que um grande evento — Copa do Mundo — estará em curso, o que deve gerar novos postos de trabalho. “Ambos os índices apontam numa mesma direção, de um mercado de trabalho que vai começar 2014 tão forte como ele estava no final de 2013. Não teremos nenhuma elevação absurda do desemprego”, conclui.

Fonte: IBRE FGV

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