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IBC-Br surpreende, mas é insuficiente

Em novembro último, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de termômetro para avaliar como será o desempenho da economia nos próximos meses, avançou tímidos 0,04%. Pouco, mas o suficiente para surpreender analistas que esperavam um resultado pior. “Estávamos esperamos uma contração de 0,2%, se comparado ao mês anterior”, ressalta Silvia Matos, pesquisadora da Economia Aplicada da FGV/IBRE, ao explicar que um dos responsáveis pelo relativo bom resultado do mês de novembro tem relação com o melhor desempenho do setor do comércio, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, que teve um dos aumentos mais expressivos de sua atividade dentre os setores que registraram elevação.

Contudo, o cenário está longe de significar que bons ventos virão para a economia brasileira, por ora. De acordo com a série do BC, divulgada ontem, 15, no acumulado 12 meses o IBC-Br já aponta 0,01% de retração da economia. “Esse resultado aponta para um quarto trimestre de 2014 muito fraco, nossa projeção é de apenas 0.2% em relação ao terceiro tri. Para a indústria, estamos com a previsão de 0,4%, antes da divulgação da PIM-PF, considerando que deve haver uma contração bem negativa da indústria de transformação (-1,3%)”, prevê Silvia. No ano de 2014, segundo a equipe macroeconômica do IBRE, a economia deve crescer pífios 0,1%.

Para 2015, nada muito diferente do observado em 2014. Até por conta dos ajustes que deverão ser realizados pelo governo para que a economia consiga retomar níveis de crescimento sustentáveis nos próximos anos. “Talvez cheguemos a um crescimento ligeiramente maior que o do ano passado, mas nada muito significativo. A princípio essa revisão virá do desemprenho da construção civil após forte contração no ano passado e sem tendência de recuperação”, acrescenta Silvia, coordenadora técnica do Boletim Macro IBRE.

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