Geração Y e inteligência emocional

GERAÇÃO “Y” E A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
                                                                                                 Eline Rasera
Recentemente, levantamento realizado pela “ConsultoriaYCoach” (Exame.com/9.9.2014),
identificou um problema que afeta jovens de 18 a 32 anos (os chamados geração Y), da classe A e B, na área profissional.
E isso pode ser observado no dia a dia, nas empresas, nas escolas com os alunos e mesmo na vida, em contatos informais com essa geração.
Aprende-se muito com os jovens, seja em relação à tecnologia, seja em relação ao modo de pensar sobre o mundo e seus desafios. Conhecer outros países, viver outras culturas, aprender a respeitar e conviver com os diferentes – isso eles fazem melhor que a Geração Baby Boomers e Geração X. Essa forma de encarar o mundo parece unir os povos cada vez mais.
Mas tanto o estudo realizado pela consultoria quanto o que se observa, entre esses jovens ainda existem conflitos em relação “aos próprios objetivos e anseios profissionais”. Com tantas opções possíveis, fica difícil escolher uma única que realmente seja a mais adequada.  Parece que “viver ficou grande demais para uma só vida.”.
Qual área escolher? Qual profissão dentre tantas? Onde atuar? Em que país? Fazer carreira? Ter mais tempo para a família? Viver outras experiências e em outros lugares? De fato, muita coisa para escolher. E isso tende a gerar ansiedade. Medo de errar, de estar “perdendo tempo” numa empresa e “esperando” o tempo de construir a carreira, e outras situações, faz com que os jovens possam sentir-se um tanto confusos em relação ao futuro.
E o que pode estar contribuindo para isso?
As mudanças estão rápidas demais. Antes, o que se levava décadas para mudar de cenário, hoje pode acontecer em alguns anos e até meses. Um bom exemplo disso é a introdução no mercado de novos aparelhos eletrônicos, cada vez com mais recursos e aplicativos. Além disso, a própria tecnologia uniu o mundo de tal maneira que conhecer um lugar do outro lado do planeta, parece tão possível quanto qualquer outro lugar do próprio país, o que antes, nem era pensado.
No levantamento realizado pela consultoria, a “falta de clareza quanto aos próximos passos da carreira” é a maior dificuldade, mencionada por 23% dos jovens que participaram da pesquisa. Qual caminho seguir? Novos conhecimentos ou se especializar; tornar-se um líder ou não; manter-se na mesma empresa ou buscar novas experiências?
Em seguida, o “desejo de se realizar profissionalmente”, citado por 21% dos jovens.
E que será que significa esse desejo? Parece ser mais do que simplesmente gostar do que faz. Significa sentir-se realizado, útil, recompensado adequadamente, com tempo para viver outras situações importantes da vida e, enfim, ser feliz.
Sim. Ser feliz é o objetivo de todos nós, seres humanos. É natureza. E hoje, os jovens também buscam isso através do trabalho.
Agregar felicidade, remuneração adequada e tempo para viver a vida, às vezes podem ser um tanto difícil. Mas isso é possível?
Inteligência Emocional é a competência que contribui para essa busca.  Escolher e viver bem com essas escolhas.  Se optar por ser bem sucedido na área financeira, talvez ter uma família e cuidar pessoalmente dos filhos não seja compatível. Estar próximo aos entres queridos é uma opção que pode eliminar a possibilidade de conhecer e trabalhar em diversos outros países; não se preocupar com o crescimento da carreira e fazer o que somente tem prazer podem diminuir as chances de sucesso financeiro.
Enfim, ter Inteligência Emocional é ter também a capacidade de escolher, de abrir mão de situações incompatíveis, eliminar os conflitos e viver bem com as escolhas, sabendo inclusive que sempre podemos mudar, sem medo de novas oportunidades, novas escolhas.
Afinal, somos seres em evolução e como tal, sujeitos a transformações e mudanças internas.
E na busca desse equilíbrio, o Processo de Coaching tem-se mostrado eficiente, para ajudar a desenvolver a Inteligência Emocional, lidar com adversidades e outras competências necessárias, pois, ainda na contramão, somos “treinados” na sociedade para competir, ser bem sucedido, ter uma família bem estruturada e não errar.
Muita exigência para a natureza humana que deseja somente a felicidade.
Eline Rasera, psicóloga, coach e professora do curso de Pós-graduação em Administração de Empresas da IBE Conveniada FGV.
Fonte: Panorama de Negócios

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