Feedback – ferramenta fundamental no processo de desenvolvimento de equipes
Rosa Perrella
A revista Você S/A publicou um artigo interessante sobre o novo feedback, que fala que “embora as  empresas tenham se empenhado para treinar os gestores para dar feedback, estudos mostram que o personagem central dessa atividade é o profissional que recebe a informação, ou seja, o receptor é o responsável por deixar a mensagem entrar e processá-la corretamente a fim de poder melhorar seu desempenho”.
O que concordo, tem pessoas que falam “somente aceito feedback se for construtivo”. Ora, quem pode avaliar é somente a pessoa que recebe. Claro que a forma de dar o feedback faz toda a diferença.
O feedback pode ajudar:
– como ferramenta de desenvolvimento individual e de equipe;
– soluções de conflitos;
– avaliação de desempenho;
– alinhamento da comunicação.
Ainda de acordo com o artigo, é comum o meio empresarial usar a palavra feedback como uma maneira mais branda de criticar as pessoas, o que é um engano, feedback negativo não é sinônimo de crítica, nem feedback positivo quer dizer elogio.
Ao se emitir uma opinião sobre uma pessoa, somente torna-se um feedback quando a conversa tem objetivo de desenvolver o outro.
Reação em cadeia:
– rejeição – é a primeira reação de surpresa;
– raiva – a segunda reação é a pessoa sentir raiva;
– racionalização – logo em seguida, a busca de motivos para justificar o feedback recebido;
–  aceitação – a resistência diminui e começa o processo de possível mudança de comportamento.
Planejando o feedback:
1 – local e hora certa;
2 – verificar com a situação atual;
3 – qual a situação desejada;
4 – imaginar qual será a possível reação da pessoa, se preparar para apresentar fatos;
5 – rever o que ficou acordado;
6 – como vou acompanhar o combinado;
7 – disposição para ajudar “ como posso ajudar ? “
Como receber um feedback:
1 – ouvir atentamente sem fazer interrupções;
2 – dê abertura para que as pessoas possam chegar até você;
3 – evite justificar suas ações diante do feedback;
4 – tenha maturidade para entender, é um momento rico para auto-análise;
5 – pergunte sempre o que não entender, peça exemplos;
6 – tenha consciência que contribuirá para aprimorar o seu auto-desenvolvimento;
7 – ao receber o feedback, faça seu plano de ação.
Baseando-se no estudo de Losada, 2,9013 é a proporção de afirmações positivas para cada afirmação negativa, para tornar uma equipe bem sucedida.  (Shawn Achor, The Happiness Advantage), (Virgin Books, 2010).
Isto significa que são necessários 3 comentários positivos para reverter os efeitos de um comentário negativo.

 

Rosa Perrella é consultora em gestão de pessoas, coaching e mentoring organizacional, palestrante e professora nos cursos de Pós Graduação na IBE Conveniada FGV Campinas. Especialista em gestão de lideranças e desenvolvimento de equipes.  Mestranda em Educação, formada em Administração, com  MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores pela IBE Conveniada FGV Campinas, além de Pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios, Psicologia Transpessoal, Marketing Empresarial, Gestão de Pessoas e Negociação Avançada.
Fonte: Panorama de Negócios
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