Fazer diferente é o primeiro passo, diz Casey

Fazer diferente é o primeiro passo, diz Casey – Para o youtuber norte-americano, ficar parado com medo das consequências não leva a lugar nenhum.

Com uma câmera na mão, visual descontraído e até um pouco descabelado, o youtuber norte-americano Casey Neistat foi recebido como um astro no palco do Palácio das Artes, no centro de Belo Horizonte, durante a abertura do Fire 2016, evento de empreendedorismo e marketing digital promovido pela startup mineira Hotmart, na última semana. Famoso no mundo inteiro por seus vídeos que ajudaram a promover grandes marcas como Nike e Mercedes-Benz, Casey falou sobre como se conectar com o público e aconselhou os empresários: “Pessoas querem falar com pessoas, não com marcas”.

O norte-americano é dono de um canal no Youtube com mais de 4 milhões de inscritos, e também ficou conhecido por ser um dos criadores do aplicativo Beme, que permite o compartilhamento de vídeos que desaparecem depois de serem vistos. Ele é considerado um dos youtubers com maior influência no mundo e, por isso, desenvolveu uma série de vídeos sob a encomenda de grandes marcas. Para Casey, uma das principais chaves de seu sucesso é a vontade de fazer diferente. O youtuber explica que essa paixão pelo “não óbvio” o seguiu desde cedo, mas essa característica só ficou evidente mais tarde com seu trabalho.

Um grande case que deixou isso muito claro foi uma campanha que Casey fez para a Nike. A marca de artigos esportivos pediu que o youtuber fizesse um vídeo promocional e o que ele fez foi “sumir” com todo o dinheiro da campanha, viajando pelo mundo em 10 dias. O resultado foi um vídeo com o tema “faça valer a pena”, que ganhou o mundo e virou o mote de uma campanha da marca. “A verdade é que eu não tinha ideia do que eu estava fazendo e isso é a ‘corporificação’ do conceito ‘fazer diferente do que todo mundo está fazendo’. Não tem nenhum capítulo do seu livro de marketing que vai dizer para você sumir com o dinheiro do cliente e viajar pelo mundo”, disse.

Casey também aconselhou os donos de empresas a não forçarem um relacionamento com seus clientes apenas com um logotipo. Para ele, o sucesso da comunicação via Youtube tem a ver com quem está falando. “Não funciona quando as marcas tentam se relacionar com o público por elas mesmas. A plateia do Youtube quer se relacionar com pessoas, não com marcas. Então a empresa precisa encontrar um influenciador que vai funcionar como um catalisador do seu sucesso”, frisou.

O youtuber também aconselhou os empreendedores a não terem medo e arriscarem coisas novas. Ele usou a metáfora do baseball e disse que é preciso lançar a bola com muita força, mesmo que isso signifique não saber se o resultado será um ótimo lance ou uma bola fora. “Se você sai por aí com uma câmera como eu, provavelmente você será visto como um babaca. Mas se você passar a vida preocupado com que os outros estão achando, não vai fazer nada. Ficar parado com medo das consequências não vai te levar a lugar nenhum”, disse.

Propósito – “Fazer diferente” também foi uma das palavras-chave da palestra do presidente da Red Bull para América Latina, Pedro Navio. Mas, para o executivo, esse diferencial que todo mundo busca só aparece quando por trás do negócio há um propósito. Segundo ele, durante muito tempo o mercado publicitário trabalhava com o conceito de que o cliente consome a imagem do produto e não o produto em si. Para Navio, essa ideia está ficando ultrapassada porque o consumidor não aceita ser enganado e exige um porquê. “O consumidor está preocupado com a origem, o conceito e o propósito. As marcas que oferecem algo genuinamente útil têm mais chance de ter sucesso”, disse.

A partir dessa lógica, a Red Bull não se vende como uma empresa de bebidas, mas como uma marca “que dá asas” e que incentiva o potencial que há em cada um. Segundo o presidente, esse conceito está tão impregnado na empresa que, quando ele resolveu expandir, não criou uma marca de suco, refrigerante ou outra bebida, mas um canal de TV que traz conteúdo relacionado ao esporte, à superação e outros temas que estejam associados a “dar asas” ao potencial humano.

“Essa é a hora de ser menos protagonista e mais ‘agrupador’, de falar menos sobre comunicação e mais sobre ação e transformação. Entender menos e compreender mais, ouvindo atentamente para fazer a diferença. Fazer sentido e fazer sentir, pois se as pessoas não sentem algo mais no seu negócio ele será substituído por outro”, concluiu.

Fonte: Diário do Comércio

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