Inflacao-dos-consumidores

Em junho, a expectativa mediana dos consumidores para a inflação nos 12 meses seguintes manteve-se estável em 5,4%. Em relação ao mesmo mês do ano anterior houve alta de 0,2 ponto percentual.

“Nos últimos meses, as expectativas dos consumidores sobre inflação vinham sendo influenciadas por uma percepção conjuntural de aceleração de preços dos alimentos, além do aumento da incerteza econômica. Como a perspectiva que nos próximos meses estes preços recuem, juntamente com efeitos positivos nos preços de combustíveis e da mudança da bandeira na energia elétrica, é possível que a expectativa de inflação volte a cair, condicionada à evolução da incerteza”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor, da FGV/IBRE.

Analisando a frequência da inflação prevista por faixas, a parcela dos consumidores que projetam valores abaixo da meta de inflação para 2019 (de 4,25%), aumentou de 31,6% em maio para 33,4% em junho. Enquanto isso, a proporção de consumidores projetando valores acima de 12% subiu 0,5 ponto percentual, para 6,9%, a maior parcela desde o início do ano.

Na análise por faixas de renda, em junho houve estabilidade nas expectativas medianas para a inflação nos 12 meses seguintes, sendo que para as famílias com renda familiar mensal até R$ 2.100,00 a expectativa mediana variou 0,1 p.p., para 6,2%, o maior valor desde agosto do ano passado (6,3%). Para os consumidores de renda superior a R$ 9.600, o valor segue inalterado em 4,7%.

Fonte: IBRE

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