EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO DOS CONSUMIDORES AUMENTA

EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO DOS CONSUMIDORES AUMENTA

Mucio Zacharias
O Indicador que mede a Expectativa de Inflação dos Consumidores nos 12 meses seguintes, da Fundação Getulio Vargas , passou de 7,3% em setembro para 7,5% em outubro, retornando ao nível de abril de 2014, o mais alto desde novembro de 2005 (7,8%). Observado em médias móveis trimestrais, o indicador passou de 7,2% para 7,3%.Segundo a economista Viviane Seda Bittencourt, da FGV/IBRE, o aumento das expectativas de inflação futura pelos consumidores advém possivelmente da percepção de aceleração recente da inflação, que se mantém pressionada, principalmente pelo grupo alimentação.

Além da inflação alta, outros desafios que o governo eleito terá que enfrentar é a perspectiva de desaceleração do PIB, o aumento dos índices de desemprego e uma reforma tributária. Se a regra orçamentária de qualquer família é gastar menos do que se ganha, a mesma regra é válida para o Governo Federal, apesar do atual governo não seguir o exemplo ideal de controle orçamentário.
Nos últimos 10 anos, o número de ministérios quase dobrou, há registros do aumento de despesas acima da cota de arrecadação, orçamentos expostos a expectativas demasiadas, mudança de metodologias técnicas para apuração dos índices controlados, contrariando os princípios da Contabilidade Pública, e falta de credibilidade. “Sem dúvida alguma o atual governo não é sinônimo de bom modelo de gestão, muito pelo contrário, e um dos desafios para 2015 será o ajuste das premissas orçamentárias com o objetivo de equilíbrio das contas públicas”, expõe o economista da IBE Conveniada FGV, Múcio Zacharias.
Nos últimos anos o país não respeitou contratos, criou subterfúgios contábeis para melhorar os indicadores, mudou regras de indicadores econômicos e implantou crises nos órgãos estatais de divulgação dos índices econômicos (IBGE-IPEA). “Todos esses acontecimentos denotam um grande movimento de falta de credibilidade e o próximo governante, sendo a continuidade ou não, deverá reverter esse quadro”, diz Múcio. “Mudança é a palavra do momento e por isso todos devemos nos conscientizar de que a responsabilidade não poderá ser compartilhada, é pessoal e intransferível”, completa.
Foto: Economista e Professor da IBE Conveniada FGV, Múcio Zacharias.
Crédito: Divulgação.
Fonte: Panorama de Negocios

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