Encontro de gerações no trabalho
Rosa Perrella
Apesar das gritantes diferenças, ter uma equipe heterogênea pode trazer muitos benefícios para as empresas.
Apesar do tema ser bastante discutido e recorrente, muitos são os alunos e clientes que ainda me perguntam a respeito. Sinto que muitas dúvidas ainda ressoam.
Verificando o Portal Administradores, me deparei com uma pesquisa, que quero compartilhar.
Um estudo realizado pela Hays Group mostrou que 20% das companhias contratam profissionais aposentados. Desse total, 75% para cargos técnicos, 33% para a diretoria e 28% para a gerência. Uma das justificativas é mão de obra qualificada e necessidade de conhecimento específico.
E, como fica a convivência entre os novatos e os profissionais da terceira idade? No panorama atual, os chamados Baby Boomers – nascidos entre 1940 e 1960, no fim ou logo após a Segunda Guerra Mundial – dividem o ambiente de trabalho com a Geração X, que têm entre 30 e 50 anos, como também com a Geração Y, jovens nascidos até 2000.
Para o psicólogo clínico e coach Eduardo Drummond, as diferenças podem trazer consequências à empresa, caso não haja um cuidado em aliar a sabedoria dos mais velhos com a explosão dos mais novos.
“A principal dificuldade é a questão da velocidade. Os profissionais mais novos são muito rápidos, às vezes até descuidados. Enquanto isso, os mais experientes podem ser excessivamente cuidadosos”.
Drummond comenta que já viu muitos executivos boicotarem seus subordinados por terem medo de perder seu emprego para alguém mais novo. Sem uma comunicação eficaz a produtividade cai e a empresa é que sai prejudicada.
Apesar das gritantes diferenças, ter uma equipe heterogênea pode trazer muitos benefícios à companhia. Para isso, é preciso que todos os funcionários estejam integrados. Os profissionais “seniores” foram educados com muita rigidez, o que os torna partidários de uma hierarquia bem definida. Constantemente, apresentam dificuldades para lidar com perda de status e de poder. O mesmo temor está presente nos representantes da “Geração X”, marcada pela independência e pelo espírito empreendedor. Esses executivos se mostram receosos em entregar cargos de confiança aos mais jovens, que têm a conveniente característica de serem multifacetados (multitasking), mas normalmente não são afeitos a burocracia e formalidades.
“As qualidades de cada perfil de funcionário podem ser somadas, criando um ambiente próspero”, comenta o especialista.
Texto adaptado do portal Administradores.com – julho/2013.
Rosa Perrella é consultora em gestão de pessoas, coaching e mentoring organizacional, palestrante e professora nos cursos de Pós Graduação e de Capacitação Gerencial na IBE FGV Campinas. Especialista em gestão de lideranças e desenvolvimento de equipes.  Mestranda em Educação, formada em Administração,  com  MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores pela IBE Conveniada FGV Campinas, além de Pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios, Psicologia Transpessoal, Marketing Empresarial, Gestão de Pessoas e Negociação Avançada.
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