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O movimento Crescimento Acelerado trouxe para Campinas, nesta sexta-feira (6), importantes empresários brasileiros. Eles venceram inúmeras adversidades, e continuam trabalhando para que as companhias consigam atravessar o crítico momento da economia no Brasil e no mundo.

No evento realizado na IBE Conveniada FGV, o público de cem pessoas – formado por presidentes, CEOs, diretores e conselheiros de todo o País -, acompanhou as palestras de Mauro Pretti, presidente do Frigorífico Ceratti, Marcelo Vienna, CEO da InvestFarma e Henrique Romero, diretor executivo da Perfetti Van Melle.

“Trouxemos esses palestrantes para que os líderes empresariais de Campinas sejam inspirados por eles e realizem as mudanças necessárias para acelerar seus negócios. Todos os palestrantes têm histórias fantásticas de crescimento em cenários adversos”, explica Marcelo Assumpção, diretor-executivo da FGV e presidente da ONG Líderes Brasil, organizadora do evento e idealizadora do movimento Crescimento Acelerado.

Crescimento acelerado no mundo VUCA

A primeira palestra do dia foi ministrada por Henrique Romero, que falou sobre sua experiência na Perfetti Van Melle – companhia que passou do quarto para o segundo lugar no mercado de confeitos e gomas.

“Fizemos um trabalho estratégico, envolvendo comunicação, marcas e estudo do público consumidor para vencermos nesse mercado tão competitivo. E esse trabalho não acaba nunca, porque se você parar chega um concorrente e ocupa o seu espaço”, disse.

O diretor executivo ocupa o cargo há 14 anos. Segundo ele, no início não houve geração de lucro, mas a Perfetti Van Melle voltou a crescer e a dar resultado nos últimos nove anos.

“Fizemos tudo em cima de estratégia e engajamento de equipes, sem medo de arriscar”, afirmou Romero, que destacou alguns pontos fundamentais para a retomada do crescimento: foco em ser líder de mercado em categorias de produto, aprender corrigindo possíveis falhas, inovar e implementar mudanças, saber aprender com perspectivas diferentes sobre o negócio, além de perseverança e estratégia.

Para Romero, as empresas precisam aprender a trabalhar no mundo “Vuca” (Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade). “O Vuca não vai acabar. O resultado de uma empresa tem que acontecer dentro dessa montanha-russa. Precisamos entender as incertezas e trabalhar com resiliência. Às vezes, ficamos anos sem apresentar crescimento, para retomá-lo depois”, ressaltou ele.

Não perder a essência

Na sequência, falou Mauro Pretti. O CEO da Ceratti contou a história da marca e suas transformações ao longo do tempo. Conforme ele, é preciso conservar a essência das empresas para que elas continuem evoluindo e perpetuando sua marca. “Nossa empresa está baseada na tradição, autenticidade e qualidade dos nossos produtos. Já adotamos vários modelos de negócios, mas nunca abrimos mão da tradição em qualidade, mesmo nas piores crises”, enfatizou o CEO.

Pretti contou que a empresa, que tem origem familiar, conseguiu crescer sem se corromper para fazer negócio a qualquer custo. “Quando a Ceratti foi comprada pela Hormel, houve uma preparação para isso. Escolhemos uma empresa com a qual tínhamos afinidade de valores e de essência. Se isso não é feito, a empresa corre o risco de ficar sem alma”, contou. “Em aquisições mal planejadas, geralmente há cortes de custos e cai a qualidade do produto. Isso dá certo por pouco tempo. Por isso, o período pós-aquisição pode ser ruim”, finalizou Pretti.

Experiência para driblar a crise

A última palestra do evento, proferida por Marcelo Vienna, CEO da InvestFarma, também deixou claro que a experiência conta muito em momentos de crise econômica. Ele usou sua experiência de muitos anos com Cash & Carry –  atacado de autosserviço ou ainda “atacarejo”, para planejar o crescimento e a expansão da InvestFarma, consolidando a marca no mercado de drogarias populares em São Paulo.

“Minha experiência com coordenação de equipes, crescimento acelerado, alocação inteligente de capital e atendimento de clientes, no Cash & Carry, é fundamental para meu trabalho na InvestFarma”, afirmou Vienna. “É preciso ter agilidade, velocidade e visão de onde se quer chegar”.

O evento foi encerrado por Heliomar Quaresma, presidente do IBE Conveniada FGV. “Apesar de todas as dificuldades que existem hoje no Brasil, temos condições de sustentar o país com propostas claras e times engajados. Não podemos ficar à mercê das tendências políticas e econômicas”, finalizou Quaresma.

Sobre a IBE Conveniada FGV

A Fundação Getulio Vargas, fundada em 1944, é reconhecida como a melhor escola do Brasil para preparação de executivos. A IBE Conveniada FGV começou sua trajetória em 1996, e hoje é a mais completa rede de escolas de negócios FGV do interior paulista. Já formou mais de 35 mil executivos no Brasil e no exterior, e diferencia-se pelos programas Top da FGV, com unidades nas cidades de Americana, Campinas, Jundiaí e Piracicaba.

Conheça os cursos oferecidos pela IBE Conveniada FGV: http://www.ibe.edu.br/

 

 

 

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