Ambidestria Empresarial Ajuda Empresas A Se Concentrarem No Core Business

Primeiramente, vamos entender o conceito de ambidestria.

Quando falamos, por exemplo, que uma pessoa é ambidestra, significa que a mesma consegue executar trabalhos motores com ambas as mãos o que passa uma imagem de flexibilidade, versatilidade e adaptação.

Ou seja, o termo traz uma imagem positiva àquele que a possui.

Vamos agora nos remeter às empresas e ao mundo corporativo.

Fato é que atualmente, o grande conflito ou paradoxo criado no ambiente corporativo é justamente uma empresa conseguir ser inovadora e ao mesmo tempo conseguir manter o seu core business com excelência operacional. Então vamos abordar esse possível conflito.

A inovação é o que leva à longevidade de uma empresa já que está sempre olhando à frente, buscando novas oportunidades, criando produtos e serviços disruptivos, quebrando paradigmas, rompendo barreiras e criando novos ciclos. Obviamente que a inovação leva a uma estratégia de médio/longo prazo.

Já a manutenção do core business é importante de igual maneira, pois ao contrário da inovação, delimita as estratégias de curto prazo, onde o portfolio corrente da empresa é que dá a sua sustentabilidade no seu dia a dia. Note que quando falamos de core business, estamos ressaltando algo que dentro da companhia já tem a sua estrutura e modelo organizacional definidos.

E o que é a Estrutura Organizacional?

São os processos, seu organograma, sua estrutura de operação, financeira e de vendas muito bem delimitadas, e de preferência, eficientes.

Aí que entramos no tema: Devemos inovar ou manter o business atual?

A resposta é: devemos desenvolver a AMBIDESTRIA na empresa.

O fato de conseguirmos aliar inovação à manutenção do negócio atual, é o que dá a característica ambidestra e flexibilidade corporativa.

Não é uma tarefa fácil, pois em muitas vezes devemos tomar decisões importantes dentro da empresa, afetando assim, sua estrutura organizacional.

Compartilho com vocês uma experiência vivida em 2011, quando participei de um programa executivo na Harvard Business School, onde se discutiu incessantemente sobre o desenvolvimento de novos negócios em empresas já estabelecidas no mercado.

E os grandes vieses eram:

  1. Devemos trazer o novo business e posicioná-lo dentro da mesma estrutura organizacional, correndo um possível risco de canibalizar o(s) produto(s) principal(is)?
  2. Devemos trazer o novo business e posicioná-lo dentro da mesma empresa porém com uma estrutura organizacional separada a fim de que os esforços no novo produto sejam dedicados e não concorra com o produto principal?
  3. Devemos fazer um spin-off e criar uma empresa separada? Seja ela uma start-up, seja ela uma aquisição por parte de uma outra companhia já estabelecida.

Pois bem, não há uma resposta correta.

Isso vai depender de como o gestor enxerga sua operação, de quão flexível a empresa é para aceitar novos desafios, os custos que as mudanças irão trazer e de como ele deseja estruturar seu modelo organizacional.

Bem, sendo qualquer uma das opções, a grande “jogada” do momento é desenvolver, o quanto antes, a ambidestria no seu negócio e aliar, sem conflitos, o binômio: INOVAÇÃO X CORE BUSINESS.

Palestrante e Professor da FGV nas matérias de Economia Empresarial, Empreendedorismo e Inovação e Matemática Financeira, Thiago Tossi possui mais de 20 anos no mercado de tecnologia.

Executivo de Business Development, Vendas e Pré-Vendas, atuando fortemente na Am. Latina quando ocupou o cargo de Regional Manager na Motorola. Passou também por empresas como VIVO e BrasilTelecom.

Engenheiro de computação por formação, com pós graduação em Telecomunicações, MBA em Marketing e MBA em Finanças. Em 2011 foi à Harvard Business School para estudar inovação e ambidestria nas empresas.

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