Mulher Trabalhando Representando O Empreendedorismo Feminino
Empreendedorismo Feminino amplia o impacto positivo sobre a economia

A participação das mulheres na vida econômica brasileira aumenta consideravelmente a cada ano. De acordo com a pesquisa GEM Brasil 2015 (Global Entrepreneurship Monitor), o público feminino é mais expressivo do que o masculino, quando o assunto é a abertura de novos empreendimentos.

Conquistando cada vez mais espaço no mercado de trabalho e lutando por remunerações mais justas, a expectativa é de que em 2020 as mulheres detenham quase um terço de toda a riqueza privada global, por isso, fomentar o empreendedorismo feminino é fundamental para que elas possam conquistar espaço no mercado, derrubando preconceitos.

Selecionamos os três principais motivos para apoiar as mulheres empreendedoras, além de duas histórias inspiradoras para encorajar as mulheres a entrarem no mundo dos negócios. Vamos juntas nessa jornada?

Empreendedorismo Feminino: Independência e liberdade financeira

Para as mulheres, empreender significa muito mais do que dinheiro em caixa. Reflexo disso é que nos últimos dois anos, a proporção das “chefes de domicílio” passou de 38% para 45%. O estudo constatou que elas são movidas, principalmente, pela necessidade de ter outra fonte de renda, ou de adquirir independência financeira.

Assumindo o próprio negócio, as mulheres deixaram a condição de cônjuge, quando a principal renda familiar provém do marido. Condição que caiu de 49% para 41% nos últimos anos, conforme um relatório especial produzido pelo Sebrae.

A pesquisa constatou ainda que as representantes do sexo feminino empreendem movidas principalmente pela necessidade de ter outra fonte de renda ou para adquirir a independência financeira. Para as mulheres, empreender é sinônimo de liberdade!

Empreendedorismo Feminino: Oportunidade de gerar empregos

Mesmo que as empresas lideradas por mulheres tendem a faturar menos e serem menos intensivas em inovação, os números apontam que o empreendedorismo continua crescente entre elas. A proporção de “Empreendedores Novos” – os que têm um negócio com menos de 3,5 anos – é maior entre elas, sendo 15,4% contra 12,6%  dos homens.

Gerando oportunidades de emprego para outras pessoas, elas atuam, principalmente, em atividades voltadas para beleza, moda e alimentação e mais de 55% delas trabalham em casa. As empreendedoras representam 48% dos Microempreendedores Individuais (MEIs).

Em São Paulo, as micro e pequenas empresas lideraram a geração de empregos em agosto de 2019, com a criação de mais de 30 mil postos de trabalho. A região Sudeste se destacou com a contratação de 45,5 mil trabalhadores, seguida pela região Nordeste, que gerou mais de 16,8 mil empregos.

Empreendedorismo Feminino: Quebrando ciclos

A violência é um fenômeno crescente que assombra as mulheres. Complexo e multidimensional, atravessa classes sociais, idades e regiões. Quando uma mulher empreende e é dona do seu próprio dinheiro, ela vira dona de si e tem a oportunidade de mudar a própria história. Quando uma mulher é dona de sua própria história, ela tem mais chance de interromper ciclos de violência contra si e sua família. Ela reinveste em sua família e, assim, toda a sociedade avança.

Segundo dados do suplemento de vitimização da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a cada ano, cerca de 1,3 milhão de mulheres são agredidas no Brasil. Já um estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) analisa essa estatística alarmante ao estimar o efeito da participação da mulher no mercado de trabalho sobre a violência doméstica.

Pela pesquisa, entende-se que existe uma relação complexa entre a participação feminina no mercado de trabalho (PFMT) e as chances de a mulher sofrer violência doméstica. Entre os casais que continuam coabitando, a PFMT faz com que diminua a probabilidade de a mulher sofrer violência pelo cônjuge. No entanto, entre os casais que não mais coabitam, estimou-se um significativo efeito positivo entre a PFMT e as chances de violência perpetrada pelo cônjuge.

A conclusão dos autores do estudo é que , pelo menos para um conjunto de casais, o aumento da participação feminina na renda familiar eleva o poder de barganha das mulheres, reduzindo a probabilidade de sofrerem violência conjugal.

Histórias para inspirar

Para encorajar ainda mais as mulheres que desejam empreender, selecionamos duas histórias de determinação e, claro, sucesso no mundo dos negócios. Confira:

– Luiza Helena Trajano: Magazine Luiza

Nascida e criada em Franca, interior de São Paulo, Luiza é filha e sobrinha única. Aprendeu a inteligência emocional com a mãe, e o empreendedorismo e o espírito de vendedora com a tia, também Luiza. A grande rede iniciou-se pelos tios de Luiza como uma pequena loja localizada no interior de São Paulo. Mas com Luiza Helena assumindo a liderança da empresa na década de 1990, o negócio de família transformou-se e se expandiu por quase todo o país.

Somando valores como honestidade, sonho grande, generosidade e aprendizado constante, transformou a loja fundada pelos tios em um dos maiores varejistas do país: o Magazine Luiza.

Os bens de Luiza já ultrapassam a marca de R$ 1 bilhão. Fora o título de empresária de sucesso no Brasil, ela também é reconhecida como um grande incentivo para mulheres empreendedoras, sendo uma defensora convicta de que as mulheres merecem posições de destaque no empreendedorismo.

– Sônia Hess: Dudalina

Entre idas e vindas de São Paulo para reabastecer o estoque da vendinha, senhor Duda (poeta) comprou mais tecido do que devia. Para não gerar os prejuízos, esperados na época, o espirito empreendedor de Dona Lina (empreendedora) assumiu o controle: ela descosturou uma camisa que tinha para venda, entendeu como a peça era feita, contratou duas costureiras, que passaram a trabalhar no quarto dos filhos e, naquela tardem fizeram três peças que venderam rapidamente.  Assim nasceu a Dudalina, em 1957.

Com 11 irmão, Sônia Hess – filha do casal, assumiu a presidência da camisaria fundada pelos pais e a transformou na maior exportadora de camisa do país. As primeiras lojas surgiram em Balneário Camboriú, mas segundo Sônia, as tocadas pela mãe, de quem herdou a sensibilidade para os negócios, eram muito mais bem-sucedidas.

Esse conteúdo encorajou você a empreender? Para solucionar todas as dúvidas e abrir o seu próprio negócio acesse os sites e inicie a sua trajetória no mundo dos negócios.

MEI (Micro Empreendedor Individual): Portal do Empreendedor

Sebrae: Portal Sebrae

Rede Mulher Empreendedora

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