Eleições

Eleições: como ficará a economia? – A corrida eleitoral de 2018 é a mais imprevisível da história do País

A eleição de 2018 é a mais incerta dos últimos tempos. Embora os especialistas acreditem que a troca de comando pode melhorar o cenário econômico do país, o desafio do novo presidente é retomar a normalidade do Brasil – que, nos últimos anos, teve de lidar com uma forte crise de instabilidade política.

O professor de economia da IBE Conveniada FGV, Anderson Pellegrino, ressalta que ter uma troca de governo significa ter um poder executivo e legislativo totalmente reformulado que influencia principalmente em taxas de juros, câmbios, taxas tributárias, gastos de governo e até mesmo em áreas prioritárias. “Com isso, cada candidato assume seus compromissos, vínculos partidários e crenças que levam a priorizar ou não priorizar certas áreas. Nesse caso, isso muda muito o rumo da economia tanto em um sentido positivo quanto em um sentido negativo”, cita.

Outro ponto destacado por Pellegrino é a crise enfrentada pelo Brasil nos últimos anos. O País, que ainda está em fase de recuperação econômica, perdeu no último ano aproximadamente 8% do PIB (Produto Interno Bruto), deixando a economia em fase de alerta. “A recuperação que começamos a esboçar a partir do segundo trimestre de 2017 ainda é muito frágil e com isso, acaba por trazer ainda mais desafios para o novo presidenciável”, completa.

Em sua visão, o primeiro desafio do presidente é levar o País efetivamente para um caminho de retomada expressiva do crescimento econômico. Pellegrino fala que, por mais que o Brasil esteja nessa rota, os desafios ainda são altos. “Temos, atualmente, mais de 60 milhões de brasileiros inadimplentes. Ao analisar estes números, espera-se que o novo presidente e seus ministros estejam de fato dispostos a enfrentar a questão como caminho prioritário”, afirma.

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